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Marcelo fala em análise semanal e pondera mais restrições devido à evolução da pandemia da Covid-19

Presidente da República defendeu que os portugueses "devem ir mais longe para compreender o drama" atual da pandemia em Portugal.
Correio da Manhã 17 de Janeiro de 2021 às 17:40
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa FOTO: Lusa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou este domingo que a situação do País "não é crítica, é muito crítica".

Em declarações aos jornalistas à saída do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, Marcelo referiu que terá de ser feita uma análises diariamente à evolução da pandemia da Covid-19, ou de semana a semana "para ver se é necessário restringir ainda mais o confinamento".

Questionado sobre a sua responsabilidade na gestão política da resposta à covid-19 em Portugal, referiu: "Eu decretei o estado de emergência, e acho que foi decisivo em março. Voltei a decretar em novembro, e acho que foi decisivo. Tenho vindo a renovar".

"Portanto, como é evidente, assumi a máxima responsabilidade pela gestão da pandemia e, naturalmente, estou sujeito ao escrutínio dos portugueses daqui a oito dias", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que se recandidata ao cargo nas eleições do próximo domingo com o apoio de PSD e CDS-PP.

Marcelo Rebelo de Sousa marcou esta visita ao Hospital de Santa Maria como candidato, mas acabou a falar como Presidente da República, juntando o seu apelo ao da ministra da Saúde, Marta Temido, para que os portugueses fiquem em casa, a "confinar a sério".

"Estou a falar como Presidente excessivamente no período de campanha eleitoral, mas não posso esquecer que sou Presidente da República", justificou.

O Chefe de Estado sublinhou que os cidadãos compreenderam as exceções impostas no primeiro confinamento em março/abril de 2020. Contudo, e perante as medidas anunciadas esta semana, Marcelo defendeu que os portugueses "devem ir mais longe para compreender o drama" atual da pandemia em Portugal. O Presidente da República admitiu que saiu "impressionado" da unidade hospitalar, considerando que as próximas semanas serão "determinantes".

O chefe de Estado e candidato presidencial mostrou quadros comparativos dos números de casos de infeção com o novo coronavírus, de doentes com covid-19 internados e de internamentos em cuidados intensivos em março e abril do ano passado e atuais: "É olhar para as barras e ver, de facto, a diferença brutal".

"Há um problema de os portugueses olharem para a situação e tenderem a facilitar", reforçou, sem excluir que possa haver também falhas na "comunicação da gravidade da situação".

Marcelo Rebelo de Sousa advertiu que, se continuar a haver cerca de 10 mil novos casos diários, "centenas de novos internamentos a pressionarem as estruturas de saúde" e que é preciso evitar "situações de stresse, de pré-rutura ou de rutura pontual e depois multiplicada nas estruturas de saúde".

O que dizem os profissionais de saúde é que "parece que há dois países", um em que estão "a salvar vidas e a tratar doentes", em "cada vez piores condições clínicas", e outro do "país lá fora", relatou.

"Não há uma capacidade ilimitada de ampliação", alertou o presidente, que pediu aos portugueses que cheguem "mais longe" na contenção da Covid-19.
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