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Correio da Manhã

Sociedade
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Marcelo intensifica saídas à rua mas evita "coisas a mais com o primeiro-ministro"

Chefe de Estado considerou que é tempo de "fazer a abertura, com cuidado, pequenos passos".
Lusa 17 de Maio de 2020 às 15:58
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
Marcelo faz compras no mercado da Ericeira
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou este domingo que vai intensificar as saídas à rua para incentivar o consumo, mas evitando "coisas a mais com o primeiro-ministro", para que não se pense em "complôs políticos".

O chefe de Estado falava aos jornalistas na Ericeira, no concelho de Mafra, distrito de Lisboa, onde visitou o mercado municipal e passeou a pé até junto à Praia dos Pescadores, onde prometeu regressar no dia 06 de junho para um mergulho, depois de retomar os banhos de mar em Cascais nessa madrugada.

"Amanhã [segunda-feira] irei visitar museus, depois irei almoçar fora ou jantar fora a restaurantes diferentes, tascas. O primeiro-ministro vai almoçar com o presidente da Assembleia da República", anunciou Marcelo Rebelo de Sousa, observando: "Decidimos assim, se não às tantas diziam que eram coisas a mais com o primeiro-ministro, começavam a encontrar logo complôs políticos".

O Presidente da República adiantou que estará, no entanto, com o primeiro-ministro, António Costa, "numa iniciativa diferente no fim da semana".

Reforçando o apelo feito no sábado por António Costa aos portugueses para que voltem a sair mais frequentemente à rua, embora com cautelas, o chefe de Estado considerou que é tempo de "fazer a abertura, com cuidado, pequenos passos, e ir perdendo o medo, ir aparecendo e consumindo" e que se deve procurar "consumir o que é português".

"A nossa restauração merece, a nossa hotelaria merece, e temos de, no verão, finais de junho, julho, agosto, fazer reviver o nosso turismo, enquanto não vêm de fora, com turismo interno, porque é uma peça fundamental da nossa economia", defendeu, propondo "uma grande campanha de turismo interno".

Marcelo Rebelo de Sousa disse que ao visitar este domingo o mercado da Ericeira quis também prestar uma "homenagem à pesca e à agricultura portuguesas, que aguentaram estes meses, continuaram a trabalhar, não pararam".

Quanto à sua agenda mais intensa de saídas à rua nos próximos dias, acrescentou: "Irei depois com o senhor primeiro-ministro numa visita a uma área muito significativa do país. E depois continuarei nas próximas semanas aos poucos, com pequenos passos como eu sempre defendi, para os portugueses se sentirem mais à vontade - seguros, mas à vontade, sem correrem riscos desnecessários, mas começando tanto quanto possível a normalizar a vida social".

Na quarta-feira, durante uma visita à Autoeuropa, o primeiro-ministro disse esperar regressar àquela fábrica com o atual Presidente da República já num segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, contando, portanto, com a sua recandidatura e reeleição.

"Nós vamos ultrapassar esta pandemia e os efeitos económicos e sociais este ano, no ano que vem, nos anos próximos. E eu cá estarei, e cá estaremos todos, porque isto é um espírito de equipa que se formou e que nada vai quebrar. Cá estaremos este ano e nos próximos anos a construir um Portugal melhor", afirmou, em seguida, Marcelo Rebelo de Sousa.

A pandemia de covid-19 atingiu 196 países e territórios, registando-se perto de 312 mil mortos e infetou mais de 4,6 milhões de pessoas infetadas a nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP feito com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram 1.218 pessoas num total de 29.036 confirmadas como infetadas, e 4.636 doentes recuperaram, de acordo com o relatório de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A covid-19 é uma doença provocada por um novo coronavírus detetado no final de dezembro em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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