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Correio da Manhã

Sociedade
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Marcelo Rebelo de Sousa anuncia reforço de equipamento médico para Hospital de Ovar

Vai ser feito um envio imediato de mil zaragatoas pelo Ministério da Saúde.
Lusa 26 de Março de 2020 às 07:48
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
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Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República anunciou que será esta quinta-feira reforçado o equipamento médico e de proteção disponível no Hospital de Ovar, nomeadamente através do envio imediato de mil zaragatoas pelo Ministério da Saúde.

A informação de Marcelo Rebelo de Sousa foi disponibilizada por videoconferência numa reunião com o presidente da autarquia, Salvador Malheiro, e com alguns dos profissionais de saúde que se voluntariaram para acompanhar a população infetada com covid-19 no concelho, há uma semana sob estado de calamidade pública, sujeito a cerco sanitário, a controlo de fronteiras e ao encerramento de toda a atividade não essencial.

O chefe de Estado abordou as necessidades atuais do Hospital de Ovar, que pediu ao Governo mais profissionais de saúde, medicamentos essencias e "expressamente mil zaragatoas".

Na segunda-feira, o hospital começou a receber infetados em estado de gravidade intermédio e já acolhe já 11 doentes nessas condições.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que, nesta fase, os hospitais estão "em teoria" autorizados a contratar diretamente os médicos e outros profissionais de que precisem, dispensando autorização da tutela.

"Sabemos como isso é difícil nestas circunstâncias e daí o papel acrescido desses jovens [voluntários]. De facto, embora haja autonomia para contratar, com o estado de calamidade que se vive em Ovar e o estado de emergência no país, essa contratação é agora mais complexa e menos rápida", admitiu.

A "boa notícia", afirmou, é que o Ministério da Saúde assumiu o compromisso "de disponibilizar ainda hoje mil zaragatoas para o Hospital de Ovar".

Sem mencionar como serão satisfeitas as outras necessidades listadas pelo Hospital de Ovar, nem comentar o pedido de Salvador Malheiro a requisitar para o concelho mais testes de rastreio, o Presidente da República agradeceu o trabalho desenvolvido pelas instituições locais na luta contra a covid-19, o sentido de responsabilidade da população ao cumprir as medidas impostas pela quarentena geográfica e a disponibilidade dos profissionais de saúde que responderam ao apelo da autarquia em regime de voluntariado.

Alguns desses técnicos assistiam à conversa pelo ecrã, envergando máscaras e distribuidos por largos espaços da plateia, instalado no Centro de Arte de Ovar, mas o Presidente da República disse perceber que todos eles eram "muito jovens".

"Isso é garantia de futuro", afirmou, dirigindo-se à plateia de voluntários, "e revela que a solidariedade não é uma palavra, é um gesto e vai ser a vossa vida ao serviço de um povo".

Sem especificar quantos profissionais de saúde responderam ao apelo, Salvador Malheiro declarou que em causa estão médicos, enfermeiros e auxiliares "absolutamente decisivos" para o que o município tem pela frente.

A esses profissionais caberá "acompanhar a sério a população de infetados" não sujeita a internamento hospitalar, ou aqueles cujos sintomas são ligeiros e, por isso, se encontram em internamento domiciliário sob supervisão clínica diária, sublinhou.

A autarquia contabilizou 118 doentes, dois óbitos e cinco recuperações, e antecipou um aumento de diagnósticos positivos nos próximo dias, dada a crescente realização de testes para deteção da doença.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde registou na quarta-feira 43 mortos e 2.995 infeções confirmadas.

Dada a evolução da pandemia, a 17 de março o Governo declarou o estado de calamidade pública em Ovar, concelho de 148 quilómetros quadrados com cerca de 55.400 habitantes.

Desde as 00:00 do dia 19, o país encontra-se em estado de emergência, em vigor até às 23:59 de 02 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até hoje.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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