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Marcelo Rebelo de Sousa diz que reabertura das escolas só é possível "se aguentarmos evolução das próximas semanas"

Chefe de Estado relembrou que tudo depende da evolução do coronavírus em Portugal, principalmente até dia 17 de abril.
Correio da Manhã 4 de Abril de 2020 às 13:29
Marcelo Rebelo de Sousa diz que reabertura das escolas em maio só é possível 'se aguentarmos evolução das próximas semanas'
Marcelo Rebelo de Sousa diz que reabertura das escolas em maio só é possível 'se aguentarmos evolução das próximas semanas' FOTO: Miguel A. Lopes / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu este sábado que, caso os números não permitam, a escola não vai ser reaberta a 4 de maio. 

O Presidente da República falou ao início da tarde deste sábado durante uma visita à sementeira de tomate na Lezíria Grande de Vila Franca de Xira. Ao ser questionado sobre a questão da reabertura das escolas, Marcelo relembrou que tudo depende da evolução da curva, nomeadamente até dia 17 de abril, altura em que cessa a medida do Estado de Emergência, prolongada no passado dia 2 de abril. "A evolução, a continuar assim, dará para tomar uma decisão sobre escola no final de abril", confessa o Chefe de Estado, e acrescenta que "a decisão só estará madura se nós aguentarmos a evolução das próximas semanas".

Marcelo recordou que Portugal não tem a mesma situação apresentada por outros países, nomeadamente aqueles cujos números dispararam entre o 30º e o 50º dia de doença, uma consequência das medidas tomadas tardiamente, considerou o Chefe de Estado.

O Presidente referiu-se ainda ao tema da Banca ao adiantar que irá flar por videoconferência "com os presidentes dos principais bancos, todos", na segunda-feira, para os ouvir sobre a atual situação, sobre a aplicação das medidas adotadas pelo Governo e sobre "a agilização para que o dinheiro chegue ao terreno". Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que este é o momento do organismo retribuir aos portugueses o esforço feito pelos mesmos. "O país inteiro está a conter-se para conter o vírus, mas há uma parte do País que está a produzir. Isto é uma corrida contrarrelógio e a Banca tem que entrar nesta corrida. A Banca deve ao País, por causa da circunstância, um contributo muito importante. Cada português contribuiu muito para viabilizar bancos. É uma ocasião de retribuir aos portugueses aquilo que nós fizemos", relembrou.

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