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Correio da Manhã

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Marta Temido garante que "não há confronto" entre Saúde e Finanças sobre médicos em exclusividade

Ministra da saúde falou na inauguração da Unidade de Saúde Familiar do Bombarral, no distrito de Leira.
Lusa 16 de Julho de 2019 às 13:30
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, Ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, Ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, Ministra da Saúde
A ministra da Saúde negou esta terça-feira que exista qualquer "confronto" com o Ministério das Finanças em relação a médicos em exclusividade no Serviço Nacional de Saúde (SNS), como prevê a nova Lei de Bases da Saúde.

"Não há confronto com o Ministério das Finanças", afirmou aos jornalistas Marta Temido, à margem da inauguração da Unidade de Saúde Familiar do Bombarral, no distrito de Leira, a centésima inaugurada pelo atual Governo.

"O Ministério da Saúde e o Ministério das Finanças discutem todas as estratégias e opções políticas, os riscos, as oportunidades e é isso que temos feito e vamos continuar a fazer", acrescentou.

Na sua última edição, o semanário Expresso noticiou que o ministro das Finanças, Mário Centeno, discorda da reintrodução da exclusividade para os médicos do SNS, uma vez que poderá vir a ter custos elevados, que ainda não estão, todavia, quantificados.

Apesar da posição do Ministério das Finanças, a exclusividade está prevista na nova Lei de Bases da Saúde, que deverá ser aprovada na sexta-feira na Assembleia da República, e de ser o caminho defendido pela ministra da Saúde.

"A dedicação plena ao SNS estava já referida no programa do atual Governo", lembrou esta terça-feira Marta Temido.

"Se viermos a ter uma nova Lei de Bases da Saúde, que reafirme esse caminho, teremos de trabalhar de modo a fazer o trabalho de casa preparado para prever a quem se aplicará essa solução, o que implicará e em que condições será aplicada", afirmou.

Já Mário Centeno, de acordo com o Expresso, defende que a exclusividade para os médicos do SNS não vai permitir aos médicos trabalharem mais horas e que a estratégica deverá antes passar por uma melhor gestão dos hospitais e uma melhoria da produtividade ao nível do desempenho dos recursos humanos, já que os níveis de absentismo são elevados no setor.
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