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Correio da Manhã

Sociedade
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Memórias: Um dia europeu sem carros

Em Portugal, do total de 308 municípios, apenas 42 participaram na iniciativa, que conta com vinte anos de vida
Vanessa Fidalgo 23 de Setembro de 2020 às 08:39
Estreia. No primeiro dia europeu  sem carros a capital aderiu em força.  Na avenida da liberdade só se circulava com meios não poluentes.
Faro. Um mar de ciclistas encheu a baixa de Faro em 2014. Famílias inteiras decidiram pedalar em nome do  ambiente neste dia.
Estreia. No primeiro dia europeu  sem carros a capital aderiu em força.  Na avenida da liberdade só se circulava com meios não poluentes.
Faro. Um mar de ciclistas encheu a baixa de Faro em 2014. Famílias inteiras decidiram pedalar em nome do  ambiente neste dia.
Estreia. No primeiro dia europeu  sem carros a capital aderiu em força.  Na avenida da liberdade só se circulava com meios não poluentes.
Faro. Um mar de ciclistas encheu a baixa de Faro em 2014. Famílias inteiras decidiram pedalar em nome do  ambiente neste dia.
O Dia Europeu sem Carros nasceu em França, em 1998, e foi adotado a nível europeu em 2000. O objetivo é o mesmo de há 20 anos: sensibilizar a população, os investidores e os governos para a necessidade de reduzir o tráfego rodoviário nas cidades, de forma a aumentar a qualidade de vida e a sustentabilidade dos recursos naturais. Portugal aderiu em força no ano 2000.

Neste dia, que dois anos depois passou a estar integrado na Semana Europeia da Mobilidade, o País respondeu à chamada, assistindo-se a inúmeros eventos alusivos à causa. Todavia, a adesão ao Dia Europeu sem Carros está a diminuir e, hoje, praticamente não tem expressão. "Dos 308 municípios portugueses, só 42 participaram este ano no Dia Europeu sem Carros. E aqueles que realmente fecharam uma parte do município ao trânsito foram pouco mais de uma dezena e fizeram-no em áreas muito reduzidas", lamenta Francisco Ferreira, ambientalista da Zero.

Face a este cenário, a Zero defende a elaboração de Planos de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), a exemplo de outros países europeus. "Portugal é o segundo país da Europa onde o automóvel tem mais expressão. Os PMUS devem contribuir para um planeamento integrado, que olhe para a questão da mobilidade urbana de forma estruturada e abrangente, respondendo a questões essenciais para retirar os carros das cidades e oferecendo alternativas eficazes às pessoas", conclui.

NÚMEROS
800 euros é a poupança média anual em gasolina para quem mora a menos de 20 quilómetros do emprego e opta por ir de transportes públicos para o trabalho.

89% dos portugueses optam por se deslocar diariamente de carro. Só 28% poderiam ir para o trabalho a pé.

2 milhões de quilómetros são diariamente pedalados na cidade de Amesterdão, o que permite poupar mais de 700 milhões de euros por ano.
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