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Correio da Manhã

Sociedade
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Menos 7 milhões de consultas em centros de saúde no primeiro semestre de 2020

Quebra de 99 mil cirurgias e 990 mil episódios de urgência entre janeiro e julho.
Joana Almeida e Miguel Balança 9 de Setembro de 2020 às 08:47
Unidades hospitalares com quebra de 998 mil nas consultas externas
Unidades hospitalares com quebra de 998 mil nas consultas externas FOTO: Paulo Cunha/lusa
Foram realizadas menos sete milhões de consultas presenciais, médicas e de enfermagem, nos centros de saúde do País, entre janeiro e julho, face ao mesmo período de 2019.

A análise da atividade nos primeiros sete meses do ano, apresentada esta terça-feura pela Ordem dos Médicos e Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, revela que a maior fatia corresponde a consultas médicas: 4,6 milhões de contactos presenciais ficaram por fazer nos cuidados de saúde primários. No que respeita à enfermagem registam-se menos 2,3 milhões de consultas.

Já nos hospitais, os dados apontam para uma quebra de 998 mil nas consultas externas. Realizaram-se ainda menos 99 mil cirurgias (-24%), comparativamente com os primeiros sete meses do ano passado. A queda é maior quanto ao número de episódios de urgência: menos 990 mil (-27%). A maior redução, na ordem dos 500 mil episódios, sentiu-se entre os doentes a dar entrada nos serviços de Urgência em estado mais grave, triados com pulseiras amarela, laranja e vermelha.

Quebra de 16,8 milhões nos diagnósticos

Para o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, estes “são números preocupantes” porque “não há um verdadeiro plano para a retoma da normalidade”.

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