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Correio da Manhã

Sociedade
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Militares das Forças Armadas fizeram 161 transportes durante a greve dos motoristas

Paralisação teve início na segunda-feira, dia 12 de agosto, e foi desconvocada pelo SNMMP no domingo.
Lusa 19 de Agosto de 2019 às 11:21
Greve de motoristas
Greve de motoristas FOTO: Lusa/Mário Cruz
Os militares dos três ramos das Forças Armadas fizeram 161 transportes durante a greve dos motoristas de materiais perigosos, tendo transportado mais de cinco milhões de litros de combustível, foi esta segunda-feira anunciado.

O primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, estiveram esta segunda-feira no Comando Conjunto para as Operações Militares, no concelho de Oeiras, onde se inteiraram da atuação dos militares durante a paralisação.

A greve dos motoristas teve início na segunda-feira, dia 12 de agosto, tendo sido desconvocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) no domingo.

Durante esses dias, os militares fizeram 161 transportes e 26.341 quilómetros para transportar 5.146.945 litros de combustível, sendo que a maior parte dos pedidos foram provenientes de Aveiras de Cima.

Na quinta e na sexta-feira foram os dias em que as Forças Armadas realizaram mais transportes (39 e 38, respetivamente).

Estes dados da intervenção militar durante a operação São Cristóvão foram apresentados aos membros do Governo pelo coronel Sobreira, comandante da Força de Reação Imediata (FRI).

O tempo médio de resposta desde o pedido de transporte foi de pouco mais de uma hora e meia.

Segundo o coronel Sobreira, a maioria dos pedidos foi proveniente de Aveiras de Cima.

Questionado pelo primeiro-ministro sobre se houve hostilidade para com os militares, o comandante da FRI disse que "não, pelo contrário".

"Fomos bem recebidos pelos motoristas", acrescentou, apontando que os militares tinham "as mesmas condições".

António Costa quis saber também qual a capacidade de transporte por parte das Forças Armadas com os meios que foram empenhados, tendo o comandante respondido que poderiam chegar a, "por ventura, três vezes mais".

A greve dos motoristas de pesados começou em 12 de agosto por tempo indeterminado. Na quinta-feira, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas manteve-a e só desconvocou o protesto no domingo, após um plenário de trabalhadores.

O Conselho de Ministros declarara em 09 de agosto a situação de crise energética, para o período compreendido entre as 23h59 desse dia e as 23h59 de 21 de agosto, para todo o território nacional. Hoje, um dia depois da desconvocação da greve, o Conselho de Ministros decretou o fim da situação de crise energética a partir das 23h59 desta segunda-feira.

Foi também constituída a REPA, integrando postos de abastecimento exclusivo para entidades prioritárias e veículos equiparados, como Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, emergência médica ou transporte público de passageiros e uma rede para abastecimento público com bombas abertas ao público em geral, mas com restrições na quantidade de abastecimento.

Esta manhã, o primeiro-ministro anunciou o fim da crise energética às 24 horas desta segunda-feira, após uma reunião na entidade para o setor energético em Lisboa.

Para terça-feira está marcada uma reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, para a retoma de negociações entre a associação patronal Antram e o SNMMP.
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