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Correio da Manhã

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Ministra da Saúde apela à união dos portugueses para garantir resposta do SNS à Covid-19

Marta Temido ressalvou que existem outras regiões com capacidade para ajudar aquelas onde existe maior saturação de meios.
Lusa 24 de Novembro de 2020 às 14:22
Marta Temido
Marta Temido
A ministra da Saúde, Marta Temido, apelou hoje aos portugueses para unirem esforços no combate à covid-19, sublinhando que o Governo está a fazer tudo para garantir a resposta do Serviço Nacional de Saúde.

"Um apelo muito sentido. Que os portugueses unam os seus esforços ao dos profissionais de saúde. Não nos deixem sozinhos porque só juntos vamos conseguir vencer esta pandemia e suportar estes dias difíceis e de dificuldades para todos", afirmou a ministra da Saúde.

O apelo de Marta Temido foi feito esta manhã, em Lisboa, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra das obras de construção das Unidades de Saúde Familiar (USF) do Beato, Ajuda e Belém, que contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal, Fernando Medina.

Questionada pelos jornalistas sobre a capacidade do Serviço Nacional de Saúde para fazer face ao crescimento do número de casos da covid-19, nomeadamente de camas nas Unidades de Cuidados Intensivos, a governante insistiu na mobilização de toda a população.

"O SNS trabalha todos os dias para dar resposta a todos os doentes, mas neste momento, como em nenhum outro, precisamos que toda a população se empenhe em quebrar cadeias de transmissão. Nós estamos a fazer a nossa parte o melhor possível, tentando manter os nossos profissionais com ânimo, com coragem, com respostas, mas precisamos da ajuda de todos", observou.

Ainda a respeito da capacidade de resposta do SNS, Marta Temido ressalvou que os hospitais funcionam em rede e que existem outras regiões com capacidade para ajudar aquelas onde existe maior saturação de meios.

A ministra da saúde perspetivou, igualmente, que o pico da pandemia possa ocorrer ao longo da próxima semana na zona Norte e posteriormente noutras partes do país.

"O país não é todo igual. Quando falamos de pico ele terá, normalmente, face àquilo que é a evolução da pandemia realidades distintas em distintas regiões e isso deve-nos fazer reforçar as precauções", atestou.

Por outro lado, a ministra da Saúde referiu que o Governo ainda está a trabalhar no planeamento da distribuição da nova vacina para a covid-19, cuja chegada a Portugal está prevista para janeiro.

"Neste momento estamos a desenvolver um plano que tem quatro dimensões. A primeira é os grupos alvo, a segunda a componente logística, a terceira o acompanhamento da administração das vacinas e a quarta a componente da comunicação", especificou, ressalvando que Portugal está em linha com aquilo que os outros países estão a fazer.

A construção das unidades de Saúde do Beato, Ajuda e Belém insere-se num programa que prevê a edificação e renovação de 14 centros de Saúde na cidade de Lisboa.

A USF do Beato, localizada na zona oriental da capital, vai servir 15.200 utentes e representa um investimento de 2,1 milhões de euros, prevendo-se a sua abertura no início do ano de 2022.

Já a USF da Ajuda deverá abrir portas em outubro de 2021 para servir 11.400 pessoas, num investimento de 2,2 milhões de euros.

Também em outubro de 2021 deverá abrir a USF de Belém para servir 15.200, representando um investimento de cerca de três milhões de euros.

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