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Correio da Manhã

Sociedade
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Nadadores-salvadores ainda vigiam 60 praias do Algarve

Até ao dia 15 de outubro as conssessões são obrigadas a manter vigilância nas praias.
Ana Palma 4 de Outubro de 2020 às 09:41
Praia do Vau, em Portimão
Praia do Vau, em Portimão FOTO: Pedro Noel da Luz
O verão já terminou mas ainda há cerca de 60 praias na região do Algarve que continuam a ter concessões abertas com nadadores-salvadores. A obrigação de manter a vigilância nas praias é, aliás, obrigatória até ao próximo dia 15 deste mês para as concessões a funcionar. Muitas outras, contudo, encerraram no passado dia 30 de setembro.

Segundo referiu ao CM o comandante da Zona Marítima do Sul, Rocha Pacheco, a segurança dos banhistas nas praias do Algarve continua a ser garantida, além dos nadadores-salvadores nestas 60 praias, pela Autoridade Marítima Nacional (AMN), com um dispositivo que integra "três viaturas do projeto SeaWatch, em Lagos, Portimão e Vila Real de Santo António", bem como "duas motos-quatro em Lagos e Faro".

O dispositivo da AMN conta ainda com o "apoio de 10 militares da Marinha com o curso de nadador-salvador, de condução todo-o-terreno e de operador de desfibrilhador automático externo". A maior parte das praias que continuam a ser vigiadas até 15 de outubro situam-se na área da Capitania do Porto de Portimão (mais de 40). Seguem-se as das capitanias de Faro (10), Lagos (9), Vila Real de Santo António (8), Tavira (2) e Olhão (1).

Banhistas devem ir para praias vigiadas
A Autoridade Marítima Nacional aconselha os banhistas a procurarem as praias vigiadas, a não virar as costas ao mar, manter as distâncias de segurança entre chapéus de sol e toalhas, respeitar a sinalização e utilizar máscara e chinelos nos acessos às praias e apoios balneares.

Cuidados redobrados a partir de 15 de outubro
A partir do dia 15 deste mês, as concessões das praias podem continuar a funcionar mas já não são obrigadas a manter o dispositivo de vigilância, nomeadamente nadadores-salvadores. Uma situação que leva a AMN a aconselhar os banhistas a terem cuidados redobrados.

PORMENORES
Menos banhistas
O comandante Rocha Pacheco frisou que a época balnear registou "um número de banhistas muito inferior ao dos outros anos", devido à Covid-19.

Patrulhamento
A Polícia Marítima efetua, diariamente, patrulhamento e fiscalização nas praias. Devido à pandemia, é dada especial atenção às regras sanitárias.
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