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Natal sem Estado de Emergência seria surpresa para António Costa

Primeiro-ministro recusa avançar medidas que serão “avaliadas" dentro de 15 dias mas admite que a situação não melhore.
Correio da Manhã e Lusa 21 de Novembro de 2020 às 19:16
António Costa
António Costa FOTO: Lusa
"Ficaria muito surpreendido se no Natal não houvesse Estado de Emergência", disse este sábado o primeiro-ministro durante a conferência de imprensa onde anunciou as novas medidas do estado de emergência para o combate à pandemia de Covid-19. Apesar do optimismo, António Costa foi agora mais longe que o presidente da República que na comunicação ao país feita na sexta-feira evitou usar sequer a palavra ‘natal’ embora tenha deixado a entender que os portugueses de deveriam preparar para o pior.

"As pessoas já estão suficientemente angustiadas. Concentrem-nos nas medidas que vamos viver nos próximos 15 dias". Embora sublinhe que as medidas de combate à pandemia "vão ser avaliadas daqui a 15 dias" em função da evolução dos casos, é quase certo que haverá limitações grandes até ao natal restando agora saber quais. 

Segundo António Costa, seguindo-se a opção de fechar o mínimo possível as atividades económicas, "naturalmente, o estado de emergência vai durar mais tempo a produzir todos os seus efeitos".

"O conteúdo do estado de emergência é em cada quinzena definido com precisão no seu âmbito pelo decreto do Presidente da República com autorização da Assembleia da República e regulamentado depois em concreto pelo Governo. Portanto, haver estado de emergência no Natal não permite antecipar nenhuma medida em concreto", advertiu.

Neste contexto, o primeiro-ministro também avisou que "não vale a pena começar-se já a antecipar aquilo que poderá acontecer em matéria de ano escolar, porque o objetivo muito claro do Governo é o de que o ano escolar possa decorrer com a maior normalidade possível".

Na conferência de imprensa, António Costa repetiu a ideia de que o país tem pela frente "uma verdadeira maratona - e uma maratona muito exigente".

"Temos de estar preparados para uma batalha de longo curso, onde seguramente vamos ter uma longa segunda vaga, ou sucessivas vagas - esperemos com a menor dimensão possível -, até termos um nível de imunização generalizado na população portuguesa, o que só acontecerá quando a vacina existir", acrescentou.

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