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Correio da Manhã

Sociedade
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Nova exploração de aquicultura motiva críticas de pescadores em Sagres

Profissionais receiam perder uma zona considerada rica em peixe.
José Carlos Eusébio 16 de Janeiro de 2020 às 08:19
Exploração será instalada junto à costa
Mexilhão produzido no mar
Exploração será instalada junto à costa
Mexilhão produzido no mar
Exploração será instalada junto à costa
Mexilhão produzido no mar
Uma nova exploração de aquicultura em mar aberto destinada ao crescimento e engorda de mexilhão deverá ser instalada ao largo de Sagres, no concelho de Vila do Bispo. No entanto, o projeto suscita críticas dos pescadores, que receiam perder uma zona considerada rica em peixe.

O novo estabelecimento de culturas em águas marinhas abrange uma área total de cerca de 282 hectares, situada entre as praias da Ingrina e a Salema. O pedido para a atribuição do título de atividade aquícola foi feito pela empresa Finisterra.

Contactado pelo CM, Mário Galhardo, presidente da Associação de Armadores de Pesca de Sagres, garante que os pescadores "não foram informados de nada".

"É complicado porque vai inviabilizar a pesca numa zona rica em peixe. Somos contra esta solução", refere o dirigente associativo, adiantando que esta área de mar é muito procurada quer pelas "embarcações do cerco quer pelas que utilizam redes de emalhar".
Mário Galhardo salienta que os mais afetados pela nova aquicultura serão os pescadores "das pequenas embarcações". E acrescenta que na zona envolvente já existe atualmente "uma aquicultura mais ou menos da mesma dimensão".

Exploração junto à ilha da Culatra contestada
Em finais de 2019, foi apresentado um pedido para a instalação de uma exploração de ostras e amêijoa-boa junto à ilha da Culatra.

O projeto foi contestado pelo mariscadores e teve pareceres negativos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da Agência do Ambiente.

Foram apresentados 13 pedidos em 2019
A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos abriu, ao longo de todo o ano passado, consultas públicas para 13 projetos de aquicultura no Algarve, sobretudo nas rias de Alvor e Formosa. A maior parte dos pedidos foi para a produção de ostra e amêijoa.

PORMENORES
Consulta pública
O pedido para a instalação a nova aquicultura está em fase de consulta pública, por parte da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Período para contestar
A consulta decorre desde esta quinta-feira e até 5 de fevereiro. Neste período, os interessado podem apresentar objeções à DGRM.
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