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Correio da Manhã

Sociedade
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Novas regras contra a Covid levam ao cancelamento de almoços de Natal

Aglomerações à porta de restaurantes para apresentar certificado ou testes podem afastar clientes devido ao medo de contágios.
João Saramago 1 de Dezembro de 2021 às 01:30
Hoje é preciso certificado digital ou teste negativo para ir 
ao restaurante
Centro de vacinação na FIL
Hoje é preciso certificado digital ou teste negativo para ir 
ao restaurante
Centro de vacinação na FIL
Hoje é preciso certificado digital ou teste negativo para ir 
ao restaurante
Centro de vacinação na FIL
Os empresários da restauração estão já a sentir efeitos negativos da entrada em vigor das novas regras. “Os clientes têm cancelado um em cada três almoços ou jantares que já estavam reservados para o Natal, o que levanta séria preocupação”, disse ao CM o presidente da Associação Nacional de Restaurantes Pro.var, Daniel Serra.

Nos casos dos cafés e pastelarias, onde está dispensada a apresentação de teste ou certificado, Daniel Serra fala em “dois pesos e duas medidas”, pois há situações em que estes espaços também servem refeições.

Embora defenda a necessidade de teste ou certificado, Daniel Serra considera que o modelo adotado vai provocar aglomerações à porta dos estabelecimentos, o que levará os clientes a desistirem por receio de contágios. “A nossa maior preocupação é que os restaurantes sejam seguros. Criámos o selo ‘restaurante seguro’, em que o cliente é sensibilizado a manter a máscara quando não está a comer”, referiu.

Nos bares e discotecas as regras são mais apertadas. Mesmo vacinados, os clientes têm de apresentar um teste negativo. Para o presidente da Associação de Discotecas Nacional (ADN) , José Gouveia, “iremos assistir a situações de violência grave, de aglomerações, como assistimos há cerca de dois meses nas zonas de Santos ou Bairro Alto”, em Lisboa.

José Gouveia sublinha que “não há capacidade de testagem”. “Aquilo que o Governo não antecipou foi a ausência de testes, que não são gratuitos, nem antecipou a dificuldade que os nossos utentes estão a ter. Chegam-nos mensagens de norte a sul dizendo que para fazer testes nas farmácias tem de ser por marcação”, acrescentou.

Este responsável diz que o executivo “não antecipou este problema”, lembrando que, em Lisboa, pediu centros de testagem gratuitos em zonas de diversão noturna, como Santos e Bairro Alto.

Entretanto, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, esclareceu esta terça-feira que o controlo dos certificados de vacinação e testes nas discotecas e estádios é feito pelas entidades privadas e admitiu que o comportamento dos cidadãos ditará, ou não, o encerramento dessas atividades.

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