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Correio da Manhã

Sociedade
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Novos remédios custam cerca de cinco milhões

Octapharma ganhou concurso para transformar o plasma recolhido em Portugal.
Sónia Trigueirão 4 de Janeiro de 2019 às 09:11
Os hospitais vão receber, no início deste ano, os primeiros medicamentos derivados do plasma recolhido em Portugal
No Verão há menos dadores de sangue pelo que o Ministério da Saúde apela para mais doações
Plasma
Os hospitais vão receber, no início deste ano, os primeiros medicamentos derivados do plasma recolhido em Portugal
No Verão há menos dadores de sangue pelo que o Ministério da Saúde apela para mais doações
Plasma
Os hospitais vão receber, no início deste ano, os primeiros medicamentos derivados do plasma recolhido em Portugal
No Verão há menos dadores de sangue pelo que o Ministério da Saúde apela para mais doações
Plasma
Os medicamentos derivados do plasma, que o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) vai fornecer já no início deste ano e pela primeira vez aos hospitais, custaram cerca de cinco milhões de euros.

O concurso de transformação de plasma resultante das dádivas de sangue em Portugal, aberto em 2015, foi ganho em 2017 pela farmacêutica Octapharma. A empresa está a ser investigada pelo Ministério Público por suspeitas de, juntamente com o antigo presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, terem montado um esquema que permitiu à Octapharma ter o monopólio do fornecimento de plasma ao SNS. Em causa estão contratos na ordem dos 137 milhões de euros .

Ao CM, o presidente do IPST, João Paulo Almeida e Sousa, explica que os primeiros remédios derivados do plasma português resultaram de "um concurso de diálogo concorrencial", que permite poupar dois milhões de euros. "Foram utilizados mais de 30 mil litros de plasma ", refere o responsável, sublinhando que já está a ser preparado um novo concurso para transformar 50 mil litros de plasma. Desta vez será usado também plasma recolhido pelos hospitais.

PORMENORES
Três remédios derivados
O plasma português foi aproveitado para produzir medicamentos de maior consumo nacional - albumina humana, imunoglobulina humana e fator VIII.

Aplicação em doentes
A albumina é usada no tratamento de queimados, as imunoglobulinas em doentes com VIH/Sida, doenças autoimunes e os fatores de coagulação.

Ainda não satisfazem as necessidades do País
João Paulo Almeida e Sousa, presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, explica que os medicamentos agora obtidos "não satisfazem as necessidades universais do País", porque Portugal não tem escala "em termos de volume de colheitas a nível nacional".

Oito milhões para vários medicamentos
 O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN), ao qual pertence o Santa Maria, adquiriu para 2019, segundo o portal da contratação pública, vários remédios para o tratamento do VIH, do foro oncológico, entre outras doenças. Foram gastos mais de oito milhões.



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