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Correio da Manhã

Sociedade
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Números sobre SNS não são resposta a críticas sobre falta de preparação, diz ministra da saúde

Temido diz que estas informações são "a melhor forma de apelar à participação neste esforço" de combate à pandemia.
Lusa 26 de Outubro de 2020 às 21:36
Marta Temido
marta temido
Marta Temido
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Marta Temido
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Marta Temido
A ministra da Saúde, Marta Temido, vincou que números sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) esta segunda-feira apresentados não representam uma resposta às críticas dos últimos dias por várias entidades ouvidas pelo Presidente da República.

"Estamos preocupados em responder às necessidades em saúde dos portugueses, não temos uma agenda para responder a outras circunstâncias. A única preocupação que temos é a resposta às necessidades e preocupações dos portugueses", afirmou a governante, em conferência de imprensa, quando questionada sobre as críticas de antigos ministros da Saúde e organizações do setor feitas à margem de audiências com Marcelo Rebelo de Sousa sobre a preparação do SNS para uma segunda vaga da pandemia.

Marta Temido justificou esta clarificação dos dados sobre a capacidade instalada do SNS e os níveis detalhados de ocupação pelas diferentes regiões com a perceção de que "as pessoas não estavam a conseguir ter uma visão de conjunto" sobre a atual realidade do SNS, entendendo ainda que estas informações são "a melhor forma de apelar à participação neste esforço" de combate à pandemia.

"Podem contar da parte do SNS com cerca de 17.000 camas de internamento em enfermaria médico-cirúrgica e 800 camas de cuidados intensivos numa situação já muito extremada de preparação para resposta a picos de afluência. O SNS tem limites e temos o dever de proteger essa capacidade", observou, sublinhando que "as regiões não estão fechadas à chave" e que, "se houver necessidade, o Ministério da Saúde fará a gestão entre as regiões".

Perante o agravamento dos números de casos e óbitos de covid-19, com a quebra contínua de recordes ao longo de outubro, a governante realçou que "não há tempo a perder" na resposta ao novo coronavírus e que "é necessário que cada um faça o que estiver ao seu alcance para parar a transmissão da infeção" na sociedade.

"O que fizermos hoje terá impacto nos contágios que acontecerem amanhã, e os contágios que acontecerem amanhã terão impacto nas hospitalizações na semana a seguir e, eventualmente nos internamentos em unidades de cuidados intensivos e nos óbitos", sentenciou, depois de apresentar projeções que apontam para a quebra de máximos de internamentos em enfermaria e cuidados intensivos no início de novembro.

Portugal contabiliza hoje mais 27 mortos relacionados com a covid-19 e 2.447 novos casos confirmados de infeção, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim hoje divulgado, Portugal já contabilizou 121.133 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus e 2.343 óbitos. 

 

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