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Correio da Manhã

Sociedade
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OMS desaconselha uso do remdesivir para tratar a Covid-19

Peritos dizem que antiviral “não tem efeito significativo” na mortalidade, necessidade de ventilação ou duração da recuperação.
Ricardo Ramos 21 de Novembro de 2020 às 09:17
Remdesivir é amplamente usado
Remdesivir é amplamente usado FOTO: Sascha Steinbauch
A OMS voltou esta sexta-feira a desaconselhar a utilização do antiviral remdesivir no tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19 devido à falta de provas de que o medicamento melhore as hipóteses de sobrevivência ou reduza a necessidade de ventilação.

Em comunicado, um painel de peritos da OMS reitera que o remdesivir "não tem qualquer efeito significativo na mortalidade ou noutros resultados importantes para os doentes, como a necessidade de ventilação ou a rapidez nas melhoras", além de sublinhar que se trata de um medicamento "caro" e que implica a alocação de outros recursos, uma vez que tem de ser administrado por via intravenosa em ambiente hospitalar. A recomendação é baseada num estudo realizado em quatro países que envolveu mais de 7 mil pessoas e que confirmou os resultados do estudo ‘Solidarity’ da OMS, que no mês passado já tinha desaconselhado o uso do remdesivir.

Portugal aguarda decisão europeia
O secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, disse ontem que Portugal vai continuar a usar o remdesivir para tratar doentes com Covid-19 enquanto não tiver outra orientação da Agência Europeia do Medicamento. "Até agora não houve nenhuma alteração das orientações de utilização", disse.

Gilead "desapontada" com decisão da OMS
A farmacêutica Gilead, que fabrica o remdesivir, mostrou-se "desapontada" com a recomendação da OMS, afirmando que a mesma ignora "múltiplos estudos aleatórios e controlados" publicados em revistas científicas e o facto de o medicamento ser reconhecido como tratamento-padrão em mais de 50 países.

Pfizer já pediu autorização de uso
A farmacêutica Pfizer e a sua parceira BioNTech pediram ontem autorização ao regulador norte-americano para o uso de emergência da sua vacina contra a Covid-19. O regulador vai decidir agora se a vacina é segura para distribuição. O processo poderá estar terminado dentro de poucas semanas.

Radar Covid
Reinfeção improvável
A reinfeção por Covid-19 é "pouco provável" pelo menos durante um período de seis meses, avançou um estudo da Universidade de Oxford.

Vacina a menos de 8,4 €
A farmacêutica Janssen, pertencente à Johnson & Johnson, conta ter a vacina contra a Covid-19 pronta no segundo semestre de 2021. O preço será inferior a 8,40 euros.

Instituto Pasteur
O Instituto Pasteur, em França, vai continuar a trabalhar nos seus três projetos de uma vacina contra a Covid-19, apesar dos resultados de eficácia apresentados já pela farmacêutica Moderna e pela Pfizer em conjunto com a BioNTech.

Proteção acrescida
A vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola poderá fornecer alguma proteção contra a Covid-19, revelou um estudo ontem publicado na revista científica ‘mBio’.
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