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Correio da Manhã

Sociedade
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Paciente com artrite reumatoide está há um mês sem remédio essencial

Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra não deixa homem com aviar receita.
Mário Freire e Tiago Virgílio Pereira 28 de Junho de 2020 às 09:57
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra FOTO: Ricardo Almeida
Um homem de 60 anos com artrite reumatoide está há cerca de um mês à espera que a farmácia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) lhe disponibilize um medicamento essencial para evitar a progressão da doença. Joaquim Oliveira está em sofrimento, com cada vez mais dores nas articulações.

“Na primeira vez, foi negado porque a receita não tinha o centro prescritor”, conta o doente, que voltou um dia depois, com a questão corrigida, mas não conseguiu aviar o remédio. “Exigiram o relatório clínico.” Doentes com artrite são considerados “de risco”, face à atual pandemia, pelo que devem estar confinados, mas nem a Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatoide (Andar), que criou um programa para entrega de medicamentos em casa, consegue levantar o remédio. Arsisete Saraiva, presidente da Andar, considera a situação “inaceitável”, pois causa o “agravamento da incapacidade articular da pessoa”.

Ao CM, o CHUC refere que foi pedida “informação clínica adicional que justifique a opção terapêutica solicitada e o número da consulta certificada”.

A Andar garante que já enviou “o centro prescritor”, mas quanto à restante informação “não podem exigir, por ser confidencial”. A associação, que responsabiliza o diretor clínico e o diretor da farmácia do CHUC, vai apresentar queixa à Procuradoria-Geral da República.
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