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Correio da Manhã

Sociedade
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País dividido em três regiões nas vagas para o ensino superior

Critérios diferentes para Lisboa e Porto; outras zonas do litoral; e regiões do interior.
Bernardo Esteves 20 de Junho de 2019 às 09:50
Exames Nacionais
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No dia em que mais de 64 mil alunos realizaram os exames de Física e Química e Geografia do ensino secundário, o Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior enviou para publicação em Diário da República o despacho orientador para fixação de vagas no ensino superior público.

O documento confirma a introdução de um critério de excelência para determinar o número de vagas, que se aplica a todo o país, mas também a aplicação de critérios distintos, dividindo o país em três regiões.

O despacho permite que em todas as instituições haja um aumento das vagas, entre 5 % e 15%, nos cursos em que o número de candidatos com média de pelo menos 17 valores seja superior ao número de lugares abertos. Lisboa e Porto, que perderam 1100 lugares em 2018, podem ser aqui beneficiados. Já nos cursos sem qualquer candidato com média de 17, as instituições das duas maiores cidades terão de reduzir o número de vagas em 5%.

As outras regiões do litoral fora de Lisboa e Porto ficam obrigadas a não exceder o total de vagas do ano passado, o que pode implicar reajustes entre cursos, caso haja aumento de vagas ditado pelo índice de excelência. Nas regiões de menor procura, a maioria no interior do País, cada instituição tem a possibilidade de aumentar as vagas em três cursos considerados estratégicos para a especialização da instituição.

DEPOIMENTOS
Rita Almeida
Porto, 18 anos 
"Exame mais acessível em relação ao último ano"
"Fiz o exame de Geografia o ano passado. Este ano quis fazer melhoria e achei o exame mais acessível em relação ao último."

Maria Alexandra
Porto, 18 anos
"As rasteiras no exame são o problema"
"Fiz o exame de Física e Química para melhorar a nota e conseguir mudar de curso. Acho a matéria fácil. As rasteiras no exame são o problema."

Margarida Moita
Coimbra, 17 anos
"Prova exigente de Física e Química"
"Talvez por fazer a prova de Física e Química num ambiente de mais pressão a tenha achado mais complicada do que as que tenho realizado. Era muito grande para duas horas e meia."

João Simões
Coimbra, 17 anos
"Mais fácil do que esperava"
"Correu bem. Este exame de Geografia foi mais fácil do que aquilo que estava à espera. Fiz alguns exames que achei mais difíceis."

Francisca Casanova
Lisboa, 16 anos
"Exame de Geografia foi bastante acessível"
"Resolvi exames dos anos anteriores, que achei difíceis relativamente à matéria que dávamos. Este de Geografia foi bastante acessível."

Carolina Duarte
Lisboa, 16 anos
"Escolha múltipla costuma ser difícil"
"Era muita matéria nesta prova de Geografia e não consegui conciliar a matéria com os exames. A escolha múltipla costuma ser difícil porque as respostas são muito parecidas."

PORMENORES
Medicina de fora
Os cursos de Medicina ficam excluídos das novas orientações para abertura e fecho de vagas e deverão manter os 1517 lugares dos últimos anos.

Áreas essenciais
No diploma enviado esta quarta-feira para publicação, o Governo recomenda o reforço da oferta em duas áreas consideradas essenciais ao País: competências digitais e ciências de dados.

Cursos sem vagas
O diploma proíbe a abertura de vagas nos cursos que nos últimos 3 anos tiveram menos de 10 novos alunos.

Prova mais fácil
A Sociedade Portuguesa de Física considerou que a prova de Física e Química A teve um grau de dificuldade "inferior ao
da 1ª fase de 2018".
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