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Correio da Manhã

Sociedade

Pandemia de Covid-19 atinge em média 2205 por dia e mata 45

Um ano depois do início da pandemia, a Covid-19 atingiu cerca de 805 mil portugueses e ceifou mais de 16 mil vidas, das quais a maioria de pessoas com mais de 80 anos de idade.
João Saramago 2 de Março de 2021 às 01:30
Uso de máscara passou a ser obrigatório na rua a 28 de outubro. Dois meses depois começava vacinação da população
Presidente revelou-se grato
Uso de máscara passou a ser obrigatório na rua a 28 de outubro. Dois meses depois começava vacinação da população
Presidente revelou-se grato
Uso de máscara passou a ser obrigatório na rua a 28 de outubro. Dois meses depois começava vacinação da população
Presidente revelou-se grato
A pandemia de Covid-19 atingiu Portugal faz hoje um ano. Há cerca de 805 mil que ficaram infetados, das quais há a lamentar a perda de mais de 16 mil vidas. O novo coronavírus atinge, em média, por dia, 2205 pessoas, das quais a cada 24 horas há 45 que acabam por falecer. Na maioria, pessoas com mais de 80 anos.

O vírus que atinge as vias respiratórias é depois da Gripe Espanhola, em 1918, o mais mortal. E acabou por provocar mais mortes do que as cerca de dez mil verificadas em 13 anos de Guerra Colonial. A Covid-19 imobilizou a economia e representou, até ao início da vacinação, a 27 de dezembro, uma ameaça ao funcionamento dos hospitais: há 28 mil profissionais de saúde afetados pela doenças, dos quais 19 morreram.

Dois meses depois do aparecimento da doença, em Wuhan (China), em dezembro de 2019, os primeiros testes positivos eram registados em Portugal. Casimiro Soares, de Lousada, foi um dos dois primeiros casos. Tinha visitado uma feira de calçado em Itália, país onde a pandemia chegara um mês mais cedo. Catorze dias depois, Mário Veríssimo, ex-enfermeiro do Estrela da Amadora, morria aos 80 anos. Foi a primeira vítima mortal da doença. No mesmo dia, a 16 de março, a ordem é para fechar as escolas e dois dias depois é declarado o estado de emergência. O País fica, então, confinado até 4 de maio. A doença recua, mas nunca desaparece – 3 de agosto foi o único dia sem óbitos.

Em outubro, Portugal atinge o pico da 2ª vaga e, a partir do dia 28, a máscara é obrigatória na rua. A estirpe britânica domina na 3ª vaga e o País é o pior do Mundo em mortes. A 15 de janeiro volta o confinamento. No dia 28 do mesmo mês houve 16 mil novos casos e morreram 303 pessoas. A pandemia aproximava-se, então, da dimensão que a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, temera meses antes: no pior cenário, 1 milhão seriam atingidos, com 21 mil casos diários.

Marcelo agradece a “heróis qualificados”
O Presidente da República classificou a pandemia como uma “saga nacional” e agradeceu a “admirável, embora por vezes angustiante”, capacidade de adaptação dos profissionais do Sistema Nacional de Saúde. Numa mensagem gravada para o Congresso Internacional de Cuidados Intensivos, Marcelo Rebelo de Sousa focou a atenção nos intensivistas, dizendo serem “heróis particularmente qualificados”. Marcelo agradeceu o esforço “em nome” dos portugueses.

dois meses de 2021 pior que dez meses de 2020
O novo coronavírus foi mais agressivo nos dois primeiros meses deste ano do que nos últimos dez meses de 2020. Em 2019 morreram 6972, neste ano 9787, um aumento da mortalidade na ordem dos 40%.
Mais informação sobre a pandemia no site dedicado ao coronavírus - Mapa da situação em Portugal e no Mundo. - Saiba como colocar e retirar máscara e luvas - Aprenda a fazer a sua máscara em casa - Cuidados a ter quando recebe uma encomenda em casa. - Dúvidas sobre coronavírus respondidas por um médico Em caso de ter sintomas, ligue 808 24 24 24
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