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Correio da Manhã

Sociedade
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Perigo de intoxicação alimentar aumenta no Verão

Comprar, armazenar e confecionar alimentos no tempo quente tem regras a que é preciso atender. Nem tudo é permitido, a bem da sua saúde.
Ana Maria Ribeiro 5 de Agosto de 2020 às 08:27
Escolher opções saudáveis faz parte  de um bom plano de férias: ninguém  quer ficar doente  e estragar o verão
Escolher opções saudáveis faz parte de um bom plano de férias: ninguém quer ficar doente e estragar o verão FOTO: Direitos Reservados
No verão, o calor acelera a degradação dos alimentos e aumenta o risco de intoxicação alimentar. Daí a necessidade de ter cuidados extra com aquilo que ingere. Assim, torna-se fundamental verificar a data de validade de qualquer alimento, antes de o comprar e de o consumir.

Claro que tudo o que é para estar no frigorífico – como leite, iogurtes ou queijo – deve mesmo estar no frigorífico e, caso tenha ficado esquecido cá fora e tenha apanhado luz solar, deve ser esquecido, pois pode ser perigoso para a saúde. No caso específico dos queijos, por exemplo, devem ser guardados em recipientes pequenos, com o menor contacto possível com o ar. Ficam, assim, mais protegidos contra o crescimento dos desagradáveis fungos.

Outra recomendação prende-se com a forma de cozinhar: tudo o que seja para consumir cru tem de ser muito bem lavado; tudo o que é para cozinhar, deve ser feito na quantidade em que vai ser consumida, para que, de preferência, não restem, no final da refeição, as chamadas ‘sobras’ de tão difícil armazenamento e que tantas vezes ficam a ‘rebolar’ no frigorífico durante dias.

Quando precisar de transportar alimentos para a praia ou para um piquenique, recomenda-se que use bolsas térmicas, recorrendo também às placas de gelo para aumentar o tempo de refrigeração. Finalmente, há um truque que funciona: usar papel no fundo das bolsas e entre recipientes para diminuir a quantidade de ar nas malas.

Pedro Lôbo do Vale, especialista em alimentação racional
"No Verão devemos ser frugais"
CM – Os portugueses comem pior durante o verão?

– Os portugueses têm o prazer da comida e é frequente juntarem-se nas férias com os amigos para comerem o que não puderam comer durante o ano. Churrascos, caldeiradas... Justamente o tipo de comida pesada que não deviam ingerir no verão.
– Porque o nosso metabolismo é diferente?
– No verão vamos à praia e à piscina e por isso devemos ser mais frugais, comer saladas, peixe grelhado, esse tipo de coisas mais leves, para depois podermos ir dar um mergulho sem correr perigos. Até porque a comida mais leve nos faz sentir melhor.
– O que devemos evitar nas nossas refeições de verão?
– Os refogados e as gorduras. Porque obrigam a que as enzimas, nomeadamente a bílis, e o aparelho digestivo, trabalhem mais. Para praticar desporto, fazer atividades lúdicas, convém que o sangue não esteja todo centralizado na digestão.
– E alternativas saudáveis?
– Para ir para a praia, é recomendável levar sandes, de preferência de pão integral, saladas e frutas. E reduzir a ingestão de álcool, claro.

Evitar os bolos de creme e o álcool
Além dos cuidados a ter na lavagem, armazenamento e confeção dos alimentos, no verão aconselha-se a que se abstenha de ingerir alguns tipos de comida e de bebida. O álcool em excesso, por exemplo, não é recomendável. A subida da temperatura leva à desidratação do corpo e a tendência para beber mais é normal. Mas quando tem sede, beba água. Pode acompanhar as refeições com vinho, desde que, ao lado, tenha um copo de água para ir hidratando o corpo.

Quanto aos alimentos a evitar, já se sabe que os ovos mal cozinhados são perigosos, porque podem estar contaminados com salmonela. Mas pela mesma ordem de ideias o princípio deve aplicar-se aos bolos recheados de creme, que usam, na sua confeção, ovos crus, e aqueles que vêm cobertos com chantilly, que é feito de natas frescas e que facilmente se estragam. Os queijos frescos devem ser mantidos no frigorífico e os molhos, como a maionese, não são boa opção para o verão.

Escolher peixe fresco e carne bem armazenada
Ao fazer compras na praça ou no supermercado, verifique a frescura da carne e do peixe. Peixe com cheiro intenso e olhos pouco brilhantes é um perigo. É sinal que já têm tempo a mais. No caso da carne, verifique se está bem armazenada e, depois, cozinhe-a muito bem.

"Mudei dieta e sou vegana"
Atriz, de 35 anos, mostra-se cada vez mais preocupada com a sua alimentação e eliminou o consumo de carne da sua dieta há cerca de seis anos. Recentemente, Vera tornou-se vegan e conta que se sente bastante bem e confortável com os novos hábitos.

"Recentemente tornei-me vegan. Eu na verdade mudei a minha dieta porque estava com alguns problemas de digestão e foi isso que também me fez mudar a minha alimentação. Foi uma coisa supernatural", revelou a atriz, que contou com o incentivo do namorado Rúben Maio, que também é vegan e cozinheiro.

A mudança de hábitos na vida da atriz levou a mesma a lançar a página ‘Unha sem Carne’, em parceria com o namorado na qual o casal partilha diversas receitas de comida vegan que poderão ser adaptadas a todos os gostos.

Dicas saudáveis
1 - 
Para implementar a nova alimentação, sem o consumo de alimentos de origem animal, a atriz contou com aconselhamento médico do seu homeopata.
2 - 
Apesar da mudança de hábitos, Vera garante que não é uma pessoa fundamentalista.
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 - Vera não impõe as suas rotinas ao filho de seis anos a quem dá a liberdade de escolher a sua alimentação.
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