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'Festas Covid' infetam estudantes e Politécnico da Guarda é obrigado a suspender exames

Exames presenciais vão decorrer em plataformas digitais após deteção de infeção por coronavírus.
Lusa 5 de Julho de 2020 às 12:43
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'Festas Covid' infetam estudantes e Politécnico da Guarda é obrigado a suspender exames
O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) decidiu suspender os exames presenciais nas suas instalações, transferindo-os para as plataformas digitais, após ter conhecimento da existência de estudantes infetados com covid-19, foi domingo anunciado.

"A decisão deve-se às informações transmitidas, sábado à noite, pela Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda de que há estudantes do IPG que testaram positivo à covid-19, tendo oito ficado internados no hospital por não terem nos respetivos alojamentos condições para estarem em isolamento durante o período de quarentena", refere o IPG, em comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo a nota, os estudantes foram infetados fora das instalações: "Segundo as informações transmitidas ao IPG, uma parte dos contágios terá ocorrido em 'festas covid' realizadas na Guarda, à semelhança do que terá ocorrido noutras cidades com estabelecimentos de ensino superior. Nessas festas o convívio dos jovens terá decorrido sem cumprir as recomendações das autoridades de saúde".

"Apesar de não termos nenhuma evidência de qualquer contágio ocorrido dentro das instalações do IPG, o súbito aparecimento de estudantes que testaram positivo obriga-nos a mudar os planos feitos de acordo com as diretivas do Ministério do Ensino Superior, suspendendo os exames presenciais e passando-os a 'online'", afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG.

O responsável, citado no comunicado, acrescenta que "embora o protocolo de deteção, higiene e segurança" que está em prática nos edifícios das diferentes escolas do IPG "seja muito rigoroso", a instituição não pode "correr riscos que coloquem em causa a saúde de outros estudantes, de professores ou de funcionários".

"É uma pena que os estudantes não sejam avaliados nas condições ideais, mas o valor da saúde tem de prevalecer", afirma Joaquim Brigas.

O presidente do IPG apela "com veemência a todos os alunos" para que "mantenham fora do IPG os mesmos cuidados e as mesmas regras que observam dentro dele".

"Peço-lhes que não coloquem em causa a sua saúde, nem a saúde de quem lhes é próximo. E apelo a que não desperdicem, com comportamentos que desrespeitam os cuidados sanitários, a expectativa e o esforço que as suas famílias estão a fazer para que possam frequentar o ensino superior", afirma.

Para o caso de alguns estudantes terem problemas com os seus equipamentos informáticos durante o período dos exames 'online', o IPG adianta que irá disponibilizar salas de informática para que possam realizar as provas nas plataformas digitais.

"Nestas salas as condições de higiene e de segurança serão tão ou mais rigorosas do que aquelas que já estavam a ser adotadas nos outros espaços", refere Joaquim Brigas.

O IPG lembra, ainda, que "todos os exames presenciais feitos até agora tiveram um protocolo rigoroso de regras de higiene e segurança".

"Em primeiro lugar, era sempre medida a temperatura dos estudantes à entrada. Os alunos entravam separadamente nos espaços, as cadeiras estavam a uma distância segura umas das outras, as salas foram sempre higienizadas antes e depois das atividades. Paralelamente, era disponibilizado álcool aos alunos, quer para lavar as mãos, quer para higienizarem os objetos com que lidavam nos espaços do IPG", explica a nota.

Portugal contabiliza pelo menos 1.605 mortos associados à covid-19 em 43.569 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

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