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Correio da Manhã

Sociedade
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Porto encerra parques e cemitérios para evitar ajuntamentos de pessoas

Autarquia refere que a Proteção Civil Municipal encerrou durante a noite os portões de todos os espaços verdes murados da cidade.
Lusa 20 de Janeiro de 2021 às 09:58
Parque infantil renovado junto dos jardins, Porto
Parque infantil renovado junto dos jardins, Porto FOTO: Nuno Fonseca/Movephoto
A Câmara do Porto determinou que a partir desta quarta-feira todos os parques municipais murados e parques infantis ficarão encerrados, assim como os cemitérios, excetuando-se a realização de cerimónias fúnebres, para mitigar a aglomeração de pessoas em espaços públicos.

Na sua página na Internet, a autarquia refere que a Proteção Civil Municipal encerrou durante a noite os portões de todos os espaços verdes murados da cidade, nomeadamente o Jardim das Virtudes, o Jardim de São Lázaro (Jardim Marques de Oliveira), o Jardim de São Roque, o Jardim do Covelo, a Quinta de Bonjóia, os Jardins do Palácio de Cristal e o Parque da Pasteleira.

Soma-se a esta medida o encerramento de todos os parques infantis, com colocação no local de painéis de interdição e vedação com fita.

O município decidiu ainda encerrar temporariamente os cemitérios do Prado do Repouso e de Agramonte, que apenas abrirão portas para funerais.

Quanto aos jardins e praças, a autarquia vai colocar barreiras de mitigação, com painéis de sensibilização que elucidem os cidadãos de que não é permitida a sua permanência no interior.

Nos passeios com mais movimento, avenidas atlânticas e ribeirinhas incluídas, serão instaladas as mesmas barreiras de mitigação, assim como nos dois grandes parques urbanos: Parque da Cidade e Parque Oriental.

O mobiliário urbano presente nessas zonas, como bancos de jardim, contará com fitas a indicar a proibição do assento, e também as casas de banho municipais serão desativadas.

Nas ruas, os carros da Polícia Municipal voltam, à semelhança do que aconteceu na primeira fase da pandemia de covid-19, a difundir as mensagens "Fique em casa" e "Previna o contágio".

Na segunda-feira, o Governo pediu aos municípios para que limitem o acesso dos cidadãos a espaços públicos onde pode existir grande concentração de pessoas, como frentes marítimas e equipamentos desportivos.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, António Costa, após um Conselho de Ministros extraordinário, que decorreu por videoconferência, destacando ser este o momento mais grave da pandemia de covid-19.

Em conferência de imprensa, António Costa pediu aos autarcas que, tal como fizeram em março e em abril do ano passado, "limitem o acesso a locais de grande concentração de pessoas, como o acesso a frentes marítimas".

Pediu ainda que seja sinalizada a proibição de utilização de bancos de jardins, parques infantis ou equipamentos desportivos, "mesmo de desportos individuais como ténis ou padel".

Segundo o governante, é também proibida a permanência em espaços públicos como jardins, "que podem ser frequentados, mas não como locais de permanência".

Este anúncio surge na segunda semana consecutiva em que Portugal regista máximos de casos de infeção pelo novo coronavírus e de mortes associadas à covid-19.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.041.289 mortos resultantes de mais de 95,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.246 pessoas dos 566.958 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China

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