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Correio da Manhã

Sociedade
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Portugal assume comando da missão de treino da União Europeia

Portugal passará a comandar esta missão durante o próximo ano, com um contingente de "55 militares das Forças Armadas Portuguesas". 
Lusa 18 de Setembro de 2020 às 17:48
Forças Armadas
Forças Armadas FOTO: Direitos Reservados
O comando da missão de treino da União Europeia na República Centro-Africana (RCA) foi esta quinta-feira assumido pelo Brigadeiro-general Paulo Neves de Abreu, do Exército Português, anunciou o Estado-Maior-General das Forças Armadas.

"O Brigadeiro-general Paulo Neves de Abreu, do Exército Português, assumiu quinta-feira o Comando da Missão de Treino da União Europeia na República Centro-Africana (EUTM RCA), sucedendo no cargo ao Brigadeiro-general Eric Peltier, do Exército Francês", pode ler-se na nota. 

De acordo com o EMGFA, Portugal passará a comandar esta missão durante o próximo ano, com um contingente de "55 militares, pertencentes aos três ramos das Forças Armadas Portuguesas". 

A cerimónia que assinalou a passagem do comando para Portugal decorreu nas instalações do Campo Moana, em Bangui, tendo sido presidida pelo Presidente da República do país, Faustin-Archange Touadéra. 

Presentes estiveram também o primeiro-ministro da RCA, Simplice Sarandji, a ministra da Defesa do país, Dr.ª Samuela Isopi, e o Diretor do "Military Planning and Conduct Capability" da União Europeia, Almirante Hervé Bléjean, "entre outras entidades civis e militares", adiantou a nota. 

A EUTM RCA é uma missão constituída por 251 militares de 12 países e contribui para "a reforma do setor da defesa na República Centro-Africana e para a modernização, a eficácia e a responsabilização democrática das Forças Armadas Centro-africanas". 

O mandato da missão foi renovado por mais dois anos, vigorando até setembro de 2022, "demonstrando o forte compromisso da União Europeia com a República Centro-Africana".

A alguns meses de uma eleição presidencial de alto risco, prevista para dezembro, e apesar do acordo de paz assinado em fevereiro de 2019, a RCA continua confrontada com a atuação das milícias e o Governo controla apenas uma pequena parte do país.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

Um acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, em fevereiro de 2019 por Governo e por 14 grupos armados, e um mês mais tarde as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017. Neste momento, está também naquele país a 7.ª Força Nacional Destacada, constituída por 180 militares, integrada na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA).

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