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Correio da Manhã

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Portugal será o 28.º país nos caminhos de Francisco

Recorde as viagens do Papa desde a sua eleição, em março de 2013.
7 de Maio de 2017 às 10:27
Papa Francisco
Papa Francisca aterra no Egito
Papa Francisco ouvido por milhares de fiéis na Praça de São Pedro, em Roma
Papa Francisco e Fidel Castro cumprimentam-se
Papa Francisco
Papa Francisca aterra no Egito
Papa Francisco ouvido por milhares de fiéis na Praça de São Pedro, em Roma
Papa Francisco e Fidel Castro cumprimentam-se
Papa Francisco
Papa Francisca aterra no Egito
Papa Francisco ouvido por milhares de fiéis na Praça de São Pedro, em Roma
Papa Francisco e Fidel Castro cumprimentam-se
Portugal vai ser o 28.º país a ser visitado pelo papa Francisco desde que foi eleito a 13 de março de 2013 no Vaticano e o segundo de língua portuguesa.

Naquela que será a sua primeira deslocação ao território português, o papa estará em Fátima nos dias 12 e 13 de maio por ocasião do centenário das "aparições" de 13 de maio de 1917.

Cinco meses depois de ter sucedido a Bento XVI (que renunciou ao pontificado a 28 de fevereiro de 2013), Francisco fez a sua primeira visita apostólica fora de Itália e o destino escolhido foi um país que fala português: Brasil.

A assinalar a XXVIII Jornada Mundial da Juventude, o papa viajou para o Rio de Janeiro, cidade que o acolheu entre 22 e 29 de julho de 2013.

A visita à comunidade da Varginha, em Manguinhos, uma zona de uma favela pacificada, e a celebração de uma missa para três milhões de pessoas na praia de Copacabana, no encerramento das Jornadas da Juventude, foram alguns dos pontos altos desta viagem.

No ano seguinte, o pontífice fez cinco deslocações ao estrangeiro.

A primeira ocorreu em maio e foi uma peregrinação à Terra Santa, por ocasião do 50.º aniversário do encontro em Jerusalém entre o papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras. Durante três dias (24 a 26 de maio de 2014), Francisco passou pela Jordânia, Palestina e Israel.

Entre outros momentos de Francisco, fica na memória a proposta que surpreendeu o mundo quando convidou o então Presidente israelita Shimon Peres (que morreu em setembro de 2016) e o líder palestiniano Mahmoud Abbas para uma jornada de oração pela paz no Vaticano, a oração (não agendada) que fez junto ao muro que separa a Palestina de Israel e o encontro em que beijou a mão a sobreviventes do Holocausto.

Em agosto desse ano, o papa fez uma viagem apostólica à Coreia do Sul e marcou presença na VI Jornada da Juventude Asiática. No mês seguinte, seguiu-se uma visita de um dia a Tirana, capital da Albânia.

A 25 de novembro de 2014, o pontífice deslocou-se a Estrasburgo (França) para visitar o Parlamento Europeu (PE) e o Conselho Europeu. Vinte e seis anos depois de João Paulo II ter feito o mesmo (em 1988), Francisco discursou diante do PE e apelou a um despertar humanista numa Europa "envelhecida", "pessimista" e sem vigor.

"Chegou a hora de construir juntos a Europa que gira, não em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana", disse então o líder da Igreja Católica, dirigindo-se diretamente aos eurodeputados.

A registar fica o facto de o papa Francisco não ter visitado, desde o início do seu pontificado, nenhuma grande capital europeia.

Poucos dias depois desta visita a Estrasburgo, o papa iria à Turquia, onde se encontrou com o patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, para uma oração ecuménica em Istambul.

Em 2015, Jorge Bergoglio também fez cinco viagens apostólicas que passaram por 11 países: Sri Lanka, Filipinas, Bósnia-Herzegóvina, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Quénia, Uganda e República Centro-Africana.

Durante a visita às Filipinas, em janeiro desse ano, Francisco presidiu à maior missa de sempre com a presença de cerca de seis milhões de pessoas, superando então outra celebração que tinha ocorrido em 1995 naquela cidade e que tinha reunido mais de cinco milhões de fiéis.

Em setembro, a viagem papal a Cuba e aos Estados Unidos aconteceu dois meses depois destes antigos inimigos da Guerra Fria terem restabelecido relações diplomáticas ao fim de meio século de afastamento.

Quando Washington e Havana anunciaram em dezembro de 2014 a decisão de iniciar negociações para o restabelecimento de relações diplomáticas e económicas, foi também divulgado que o Vaticano e o próprio papa Francisco tinham tido uma intervenção direita no processo, nomeadamente na mediação de 18 meses de negociações secretas.

Desta viagem de nove dias ficou, entre muitos outros episódios, o encontro com o líder histórico cubano Fidel Castro (que morreu em novembro de 2016), a reunião com o então Presidente norte-americano, Barack Obama, o discurso nas Nações Unidas em que lançou vários desafios à própria organização e uma promessa de justiça feita em Filadélfia a um grupo de cinco vítimas de abusos sexuais por membros da Igreja. Os responsáveis por esses crimes "vão prestar contas", referiu então o pontífice.

No ano seguinte, Francisco realizou seis viagens apostólicas: México, ilha grega de Lesbos, Arménia, Polónia, Geórgia e Azerbaijão e Suécia.

Antes da visita ao território mexicano, Francisco encontrou-se com o patriarca ortodoxo russo Kiril na sala presidencial do aeroporto de Havana e dão um abraço, naquele que foi o primeiro encontro dos líderes das duas Igrejas após o cisma de 1054.

Após uma visita de um dia a Lesbos, o papa levou para o Vaticano 12 refugiados, incluindo seis menores, que pertenciam a três famílias que se encontravam no campo de refugiados aberto de Kara Tepe.

E na Arménia, considerado como o primeiro Estado a ter adotado o cristianismo no início do século IV, a polémica aconteceu quando Francisco não poupou as palavras e reiterou que a morte de cerca de 1,5 milhões de arménios que viviam no império otomano durante a I Guerra Mundial foi um "genocídio".

A Turquia não gostou, pediu explicações e disse que as declarações do pontífice tinham sido infelizes e revelavam uma "mentalidade de Cruzada".

Este ano, e cerca de duas semanas antes da deslocação a Fátima, Francisco esteve no Egito, uma visita de dois dias (28 e 29 de abril) que dedicou à promoção da tolerância, da unidade e da fraternidade.

A visita aconteceu poucas semanas depois de dois atentados contra duas igrejas coptas, uma minoria cristã no país, que mataram mais de 40 pessoas, e num clima de ameaças de radicais islâmicos.

No Cairo, o pontífice, que abdicou do uso de um carro blindado, pediu um "forte e claro não" a toda a violência em nome de Deus e alertou para "a instrumentalização" da religião por parte do poder. Na capital egípcia, Francisco visitou uma igreja copta ortodoxa que foi alvo de um atentado extremista em dezembro último.

Em março último, o Vaticano anunciou que a Colômbia também consta dos planos de viagem de Francisco, país que irá visitar entre 06 e 11 de setembro deste ano. O pontífice acompanhou de perto as negociações de paz entre o Governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

É "quase certo", segundo informações divulgadas em outubro passado, que o papa Francisco deverá ir também à Índia e ao Bangladesh. Esperada igualmente é uma viagem ao continente africano.

A Indonésia, país que será o anfitrião da VII Jornada da Juventude Asiática (de 30 de julho a 06 de agosto), é outro dos possíveis destinos de uma visita papal em 2017.

Para 2018, o Vaticano divulgou, em março último, que o papa tenciona visitar a Irlanda por ocasião do 9.º Encontro Mundial das Famílias, a decorrer em Dublin entre 21 e 26 de agosto desse ano.

Caso a visita se concretize, será o primeiro papa a visitar a Irlanda em quase 40 anos. Em 1979, João Paulo II fez uma viagem apostólica à Irlanda de três dias.

Apesar de ser um dos países mais católicos da Europa, a Igreja Católica tem vindo a perder o seu poder de influência junto da sociedade irlandesa, em parte por causa das suas posições ultraconservadoras e de uma má gestão dos escândalos de pedofilia envolvendo padres irlandeses

Lista das viagens apostólicas/pastorais/peregrinações do papa Francisco (dentro e fora de Itália):

2013

Dentro de Itália:

- Lampedusa (08 de julho)

- Cagliari(22 de setembro)

- Assis (04 de outubro)

Fora de Itália:

- Rio de Janeiro, Brasil (22 a 29 de julho)

2014

Dentro de Itália:

- Cassano all'Jonio (21 de junho)

- Campobasso-Boiano e Isernia-Venafro (05 de julho)

- Caserta (26 de julho)

- Sacrário de Redipuglia (13 de setembro)

Fora de Itália:

- Jordânia, Palestina e Israel (24-26 de maio)

- Coreia do Sul (13-18 de agosto)

- Albânia (21 de setembro)

- Parlamento Europeu e Conselho da Europa, Estrasburgo, França (25 de novembro)

- Turquia (28-30 de novembro)

2015

Dentro de Itália:

- Pompeia e Nápoles (21 de março)

- Turim (21-22 de junho)

- Prato e Florença (10 de novembro)

Fora de Itália:

- Sri Lanka e Filipinas (12-19 de janeiro)

- Bósnia-Herzegóvina, (06 de junho)

- Equador, Bolívia e Paraguai (05-13 de julho)

- Cuba, Estados Unidos da América e Nações Unidas (19-28 de setembro de 2015)

- Quênia, Uganda e República Centro-Africana (25-30 de novembro)

2016

Dentro de Itália:

- Assis (04 de agosto)

- Assis (20 de setembro)

Fora de Itália:

- México (12-18 de fevereiro)

- Lesbos, Grécia (16 de abril)

- Armênia (24-26 de junho)

- Polônia (27-31 de julho)

- Geórgia e Azerbaijão (30 de setembro - 02 de outubro)

- Suécia (31 de outubro -- 01 de novembro)

2017 (Concretizadas e anunciadas):

Dentro de Itália:

- Milão (25 de março)

- Carpi (02 de abril)

- Bozzolo, Diocese de Cremona, e Barbiana, Diocese de Florença (20 de junho)

- Cesena e Bolonha (01 de outubro)

Fora de Itália:

- Egito (28-29 de abril)

- Fátima, Portugal (12-13 de maio)

- Colômbia (06-11 de setembro)
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