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Correio da Manhã

Sociedade
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Professores avançam com greve após falhar acordo com o Governo

Docentes dizem que a reunião foi "lamentável".
7 de Setembro de 2018 às 18:58
Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.
Professores em greve
Professores em greve
Professores em greve
Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.
Professores em greve
Professores em greve
Professores em greve
Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.
Professores em greve
Professores em greve
Professores em greve

O Governo manteve a proposta de contabilização de 2 anos, 9 meses e 18 dias para a progressão da carreira dos professores na reunião desta sexta-feira, dia 7 de Setembro.

À saída de uma reunião de três horas, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse que o Governo manteve a proposta de contabilizar apenas parte do tempo de serviço para os professores.

"É um desrespeito. É o último orçamento desta maioria e é este Governo, por via do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), que tem de resolver esta questão", disse Mário Nogueira aos jornalistas.

Segundo Mário Nogueira, ladeado pelo secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, e de vários representantes dos professores (estiveram 11 estruturais sindicais na reunião), não há disponibilidade para discutir o tempo.

"Podemos discutir o prazo, podemos discutir o modo", disse o secretário-geral da Fenprof, recusando-se a abdicar da contagem integral do tempo de serviço dos professores que esteve congelado: nove anos, quatro meses e dois dias.

No seguimento desta reunião, que Mário Nogueira apelidou de lamentável, e não estando previstos mais encontros entre as partes, os professores partem para várias formas de luta, incluindo uma greve de 4 dias, entre 1 e 4 de Outubro.

Primeiro-ministro lamenta que professores se mantenham "irredutíveis no finca-pé"
O primeiro-ministro lamentou esta sexta-feira, no Cartaxo, que os sindicatos dos professores se tenham "mantido irredutíveis no finca-pé, sem terem correspondido ao esforço" do Governo para chegar a um acordo.

António Costa, que esta sexta-feira visitou a Agroglobal -- Feira das Grandes Culturas, no último dia do certame que decorre em Valada, no concelho do Cartaxo (distrito de Santarém), reagia à ausência de acordo nas negociações que o Governo tem mantido com os sindicatos dos professores sobre a contagem do tempo de serviço.

Segundo o primeiro-ministro, o Governo fez um "esforço" para, "cumprindo o que consta da Lei do Orçamento do Estado, apresentar uma proposta negocial e procurar chegar a um acordo", tendo encontrado, "mais uma vez", a "intransigência".

"Tenho pena. Como se costuma dizer, é sempre preferível um mau acordo que um desacordo. Tenho pena que não tenha havido acordo", declarou, sublinhando que o ministro da Educação "brevemente explicará ao país" que o Governo "vai dar cumprimento àquilo que consta da Lei do Orçamento do Estado".

Costa disse esperar que o ano letivo "decorra da forma o mais tranquila possível" e acreditar que "os professores saberão distinguir bem, como sempre souberam distinguir, aquilo que são conflitos laborais daquilo que é absolutamente fundamental que é o seu compromisso com as crianças, com as famílias, com o país".

"Haverá seguramente lutas, divergências, greves, manifestações, mas isso não comprometerá aquilo que é essencial, que é a enorme competência dos nossos professores, a sua dedicação imensa às nossas crianças", acrescentou.

António Costa visitou a Agroglobal na companhia dos ministros da Agricultura português, Capoulas Santos, e espanhol, Luís Planas Puchades, no final de três dias de um certame que acontece de dois em dois anos em 200 hectares de terreno junto ao rio Tejo que são propriedade do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), tutelado pelo Ministério da Agricultura.

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