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Correio da Manhã

Sociedade

Profissionais de saúde que não dormem cometem erros

Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono considera que este assunto merece uma atenção especial por parte da sociedade.
12 de Fevereiro de 2014 às 08:36
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saúde, dormir, erros, Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono, sociedade, trabalho FOTO: David Hartwell/Getty Images

Os profissionais de saúde privados do sono, devido ao excesso de horas de trabalho, têm mais probabilidades de cometer erros na prática clínica, alertou esta quarta-feira a associação de medicina do sono, defendendo a criação de estratégias de prevenção.

Por considerar que este assunto merece "uma atenção especial" por parte da sociedade, a Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono (APCMS) elegeu este tema para assinalar o Dia Mundial do Sono, celebrado a 14 de março.

"O dia tem como propósito chamar a atenção da população em geral e dos profissionais de saúde, em particular, sobre os efeitos nocivos da privação do sono" e sobre a importância de ter um "sono adequado", disse à agência Lusa o presidente da associação.

Apesar do conhecimento cada vez maior da importância fisiológica do sono e das consequências "potencialmente graves" da sua privação na saúde individual e na saúde pública, "os comportamentos adequados perante esta necessidade básica são negligenciados, inclusivamente por profissionais cujo erro pode interferir de forma dramática com a saúde das populações", como é o caso dos condutores profissionais e dos profissionais de saúde, disse Miguel Meira Cruz.

"É comum os médicos e enfermeiros fazerem dois ou três turnos seguidos. Isso é penalizador quer para a função, quer para comportamentos e aspetos cognitivos que são necessários para ter uma atividade adequada", adiantou o investigador do Laboratório de Função Autonómica Cardiovascular da Faculdade de Medicina de Lisboa.

Os estudos que existem sobre este tema são relativamente antigos e a maioria com pouca amostra, "mas demonstram a importância que tem esta extensão de horários na fadiga, na sonolência, no risco para o profissional de saúde e no risco para a saúde pública", frisou.

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