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Prostituição: Chaves contra “passividade” da PSP

Os proprietários dos bares do centro histórico de Chaves e a associação de moradores acusaram hoje a PSP local de ter uma atitude passiva face à prostituição que, dia após dia, dizem, se "reproduz como cogumelos".
19 de Janeiro de 2013 às 19:34
A petição refere que, ano após ano, a zona histórica se vai degradando tornando-se num ponto de desinteresse social e histórico devido à prática de comportamentos de risco e ilegais
A petição refere que, ano após ano, a zona histórica se vai degradando tornando-se num ponto de desinteresse social e histórico devido à prática de comportamentos de risco e ilegais FOTO: d.r.

Por este motivo e, segundo noticiou a Lusa na quinta-feira, moradores e comerciantes da zona histórica de Chaves lançaram uma petição pública, subscrita por duzentas pessoas, exigindo uma maior vigilância policial para travar a prostituição.

A petição refere que, ano após ano, a zona histórica se vai degradando tornando-se num ponto de desinteresse social e histórico devido à prática de comportamentos de risco e ilegais.

Em declarações à Lusa, o dono de um bar no centro histórico há 20 anos, Luís Teixeira, afirmou que a prostituição tem vindo a aumentar havendo, inclusive, gente a fazer negócio à custa dessa situação.

A PSP, disse Luís Teixeira, sabe que há prostituição e consumo de droga, mas continua sem reconhecer o problema.

Em vez de fazerem o patrulhamento em carrinhas, a polícia deveria, na opinião do empresário, andar a pé e falar com as pessoas.

"A atividade está a crescer como cogumelos porque é tolerada", considerou.

A petição, explicou, surgiu por iniciativa dos bares, mas a pedido da clientela que se fartou de ser confrontada por "grupos complicados".

Estabelecido há três anos na zona histórica, Joaquim César, proprietário de um café, disse que a PSP se recusa "olimpicamente" a ver que há prostituição quando o fenómeno é "indiscutivelmente" conhecido por toda a gente.

"Há pessoas que vivem do arrendamento de quartos às mulheres que se prostituem e a polícia fecha os olhos à situação", afirmou.

O grande problema, considerou, é a perda de clientela, porque é desconfortável passar por prostitutas, ouvir palavrões e assistir a discussões.


"A maioria das habitações do centro histórico estão desabitadas porque os proprietários têm imensas dificuldades em arrendá-las devido ao mau ambiente", garantiu.

A presidente da Associação do Centro Histórico de Chaves (AmoChaves), Paula Lavrador, salientou que a PSP tem de ser "mais ativa e atenta" na vigilância para terminar com as movimentações "estranhas" nas ruas.

"Os moradores têm direito ao seu descanso, sossego e respeito", realçou.

A recuperação dos edifícios é, na sua opinião, uma forma de pôr fim à situação porque havendo mais gente, as atividades "suspeitas" não são tão "à descarada".

O comandante da PSP de Chaves, Luís Alves, disse ter apenas conhecimento da situação através de queixas apresentadas por moradores, pelo que está "atento" e reforçou o patrulhamento na zona.

Em anteriores declarações à Lusa, o vereador com o pelouro do urbanismo, Carlos Penas, referiu que a situação é da competência da PSP, mas adiantou que a autarquia está a regularizar o horário de funcionamento dos bares.

Exceder o horário de encerramento é, segundo Luís Teixeira, uma situação incomparável à do apoio à prostituição.

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