Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
3

Quase 60% da população ativa sofreu redução de rendimentos devido à pandemia

Vaga de desemprego causada pela crise relacionada com a pandemia tem atingido três vezes mais mulheres do que homens.
Lusa 27 de Abril de 2020 às 09:33
Maioria das lojas no pequeno comércio está encerrada e com dificuldades em pagar ordenados
Maioria das lojas no pequeno comércio está encerrada e com dificuldades em pagar ordenados FOTO: Nuno Alfarrobinha
Quase 60% da população ativa está a sofrer redução de rendimentos devido à perda de emprego ou à diminuição do trabalho como consequência da pandemia covid-19, segundo os resultados de um inquérito publicado esta segunda-feira pela Deco Proteste.

Segundo o inquérito da Deco - associação de defesa do consumidor, a vaga de desemprego causada pela crise relacionada com a pandemia tem atingido três vezes mais mulheres do que homens, com 13% e 4% respetivamente.

"Uma em cada 10 famílias viu, pelo menos, um dos elementos perder o trabalho" e "até ao momento, 4% dos agregados têm os dois membros do casal sem atividade profissional", pode ler-se nas conclusões do estudo.

O estudo mostra que 35% dos trabalhadores mantêm o seu horário de trabalho, 30% estão temporariamente inativos, por exemplo, em 'lay-off' (suspensão do contrato), enquanto 19% viram o seu horário reduzir-se, 9% perderam o emprego e apenas 7% estão a trabalhar mais horas.

Dos que continuam a trabalhar, três em cada 10 fazem-no sempre a partir de casa, em teletrabalho, e cerca de um quinto (19%) labora parcialmente nestas condições -- por exemplo, algumas empresas têm equipas rotativas em teletrabalho.

Por seu lado, mais de metade (51%) dos que trabalham não estão em regime de teletrabalho.

"A maioria dos teletrabalhadores diz que a nova forma de trabalhar não altera, ou até melhora, os níveis de atividade, bem como o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal", conclui a Deco.

Contudo, 38% dos inquiridos em teletrabalho indica que a sua concentração diminuiu e 37% consideram-se menos eficientes, com a situação a piorar nos casos em que há crianças e jovens em casa.

O inquérito da Deco foi realizado entre 17 e 20 de abril através de um questionário 'online', tendo a associação recebido 1.008 respostas e segue-se a um outro, publicado em meados de março, que concluía que o prejuízo total das famílias já rondava naquela altura os 1,4 mil milhões de euros.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 204 mil mortos e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal morreram 903 pessoas das 23.864 confirmadas como infetadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

Mais informação sobre coronavírus AQUI.

MAPA da situação em Portugal e no Mundo.

SAIBA como colocar e retirar máscara e luvas.

APRENDA a fazer a sua máscara em casa.

CUIDADOS a ter quando recebe uma encomenda em casa.

DÚVIDAS sobre coronavírus respondidas por um médico

Em caso de ter sintomas, ligue 808 24 24 24



Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)