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Correio da Manhã

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Quase um milhão de infetados e mais de 16 mil mortes. Recorde um ano de pandemia da Covid-19 em Portugal

Num ano de confinamentos e desconfinamentos Portugal sofreu três vagas de Covid-19, a pior em janeiro deste ano, e habitou-se à nova realidade.
Lusa 27 de Fevereiro de 2021 às 09:44
Coronavírus
Coronavírus FOTO: Vítor Mota

Um ano após o início da pandemia de Covid-19 em Portugal, o país aproxima-se de um milhão de infetados e regista mais de 16 mil mortes. Num ano de confinamentos e desconfinamentos Portugal sofreu três vagas de Covid-19, a pior em janeiro deste ano, e habitou-se à nova realidade.

Em 2020 foi preciso chegar a 10 de abril para haver um acumulado de 435 mortes e 15.472 infeções. Em janeiro chegaram a ser quase esses os números diários.  

São os seguintes, cronologicamente, os principais momentos da pandemia em Portugal:  

2/03 - A ministra da Saúde anuncia os dois primeiros casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus. Os funcionários públicos são colocados em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário.  

05/03 - A TAP anuncia que vai cancelar mais de mil voos em março e abril. É a queda a pique de viagens de avião em todo o mundo.  

09/03 - São anunciados em catadupa adiamentos e cancelamentos de iniciativas diversas, são encerrados ou condicionados os acessos a alguns serviços públicos e condicionadas visitas a hospitais, e escolas de norte a sul suspendem as aulas presenciais, incluindo universidades. No Algarve são canceladas 60% das reservas dos hotéis, o início da maior queda no turismo e restauração alguma vez sentida. O ministro da Administração Interna anuncia a suspensão de todos os voos com destino ou origem nas zonas mais afetadas pela covid-19 em Itália e recomenda a suspensão de eventos em espaços abertos com mais de 5.000 pessoas ou em espaços fechados com mais de mil.  

11/03 - O número de infeções em Portugal passa para 59, quando a Organização Mundial de Saúde declara a doença covid-19 como pandemia.  

12/03 - O Governo decide que as escolas de todos os graus de ensino suspendem as atividades presenciais. É anunciado o encerramento de discotecas, redução da lotação na restauração e limitação de pessoas em centros comerciais. É o início da crise no setor da restauração e diversão noturna.  

13/03 - O Presidente da República promulga o diploma do Governo com medidas extraordinárias. A Conferência Episcopal Portuguesa suspende as missas, catequeses e outros atos de culto.  

15/03 - Marcelo Rebelo de Sousa convoca o Conselho de Estado para discutir a eventual decisão de decretar o estado de emergência.  

16/03 - O número de infetados sobe para 331, no dia em que é anunciada pela ministra da Saúde a primeira morte no país, um homem de 80 anos que tinha várias patologias associadas.  

18/03 - O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, que contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública.  

19/03 - O Conselho de Ministros (CM) decide que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.  

21/03 - Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. As infeções e mortes em lares serão uma constante a partir de então.  

2/04 - A Assembleia da República aprova a proposta do Presidente da República, da véspera, que prolonga o estado de emergência até ao final do dia 17 de abril. Entre as novas medidas está a proibição de deslocações para fora do concelho de residência no período da Páscoa, e o encerramento de todos os aeroportos no mesmo período a voos de passageiros. O Governo anuncia também que vai propor um perdão parcial de penas para crimes menos graves, e agilização de indultos presidenciais, para evitar propagação do vírus nas cadeias. Serão libertados até fins e abril 1.867 reclusos.  

9/04 - O primeiro ministro anuncia que até ao 9.º ano todo o terceiro período prosseguirá com ensino à distância, mantendo-se os apoios às famílias com filhos menores de 12 anos. As aulas na RTP Memória começam a 20 de abril.  

16/04 - Marcelo Rebelo de Sousa propõe ao parlamento a segunda prorrogação do estado de emergência, para vigorar até 02 de maio. O parlamento aprova o decreto.  

25/04 - Um parlamento mais reduzido em termos de deputados e convidados faz um minuto de silêncio pelas vítimas da covid-19, nas comemorações do 25 de Abril. Marcelo Rebelo de Sousa diz no hemiciclo que o 25 de Abril "é essencial e tinha de ser evocado", e António Costa afirma que o estado de emergência não suspende a democracia.  

30/04 - O Governo aprova em CM um plano de transição do estado de emergência para uma situação de calamidade. Serviços culturais começam a abrir, mas continua o teletrabalho, os transportes públicos circulam com menos pessoas e as máscaras são obrigatórias, ajuntamentos e mais de 10 pessoas são proibidos e abrem com condições serviços públicos, tudo a partir de dia 04 de maio. No calendário de desconfinamento fica para 18 de maio a abertura de restaurantes e cafés e início das aulas presenciais no 11.º e 12.º ano. As creches podem começar a abrir nessa data.  

2/05 - Termina o terceiro período do estado de emergência, que começou a 18 de abril e começa no dia seguinte a situação de calamidade.  

7/05 - O Governo anuncia a proibição de festivais de música e eventos análogos até setembro.  

13/05 - As tradicionais celebrações católicas em Fátima decorrem "à porta fechada".  

15/05 - O Governo prolonga a situação de calamidade até final do mês. Decide também regras de distanciamento para as praias a partir de 06 de junho. Uso de máscaras nas escolas e transportes públicos é obrigatório a partir dos 10 anos.  

16/05 - Portugal regista 1.203 mortes e 28.810 infeções. Ao contrário do que pedia em março o primeiro-ministro solicita que os portugueses regressem às ruas, frequentando lojas, restaurantes e cafés, embora com cautelas.    

29/05 - O Governo aprova a terceira fase do plano de desconfinamento, com restrições e regras especiais para a área de Lisboa, devido ao aumento de casos de covid-19. Aprova também o prolongamento da situação de calamidade até 14 de junho, o fim do dever cívico de recolhimento a partir de 01 de junho, os julgamentos presenciais a partir de 03 de junho, e a utilização da capacidade normal dos restaurantes, desde que assegurem distancia e usem acrílico entre clientes.  

3/06 - António Costa diz no parlamento que os custos económicos e sociais provocados pela covid-19 "são absolutamente brutais" e que todos os indicadores apontam para uma queda "recorde" do Produto Interno Bruto (PIB) e uma subida "exponencial" do desemprego. Os números e estimativas sobre a queda económica surgem quase diariamente, incluindo o PIB, a dívida pública ou o défice, mas também números das áreas da produção, das vendas, da hotelaria e restauração. Em todos os casos o cenário é muito negativo. Recomeça a I Liga de Futebol, à porta fechada, com um jogo entre o Portimonense e o Gil Vicente.  

4/06 - É aprovado pelo Governo o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) bem como medidas e apoio social e a contratação de mais profissionais de saúde.  

9/06 - É aprovado o Orçamento Suplementar para 2020, que é entrega no mesmo dia no parlamento. A proposta reforça o orçamento do SNS e contempla um apoio à TAP.  

10/06 - O Dia de Portugal é assinalado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com apenas dois oradores e seis convidados. Marcelo Rebelo de Sousa diz que é tempo de Portugal acordar para a nova realidade e fazer as mudanças que se impõem.  

15/06 - Terminam restrições especiais impostas na Área Metropolitana de Lisboa (AML) no âmbito da terceira fase de desconfinamento.  

18/06 - O Governo aprova o prolongamento do 'lay-off' simplificado até final de julho e novos apoios às empresas até ao final do ano. Identificado um primeiro caso de infeção no Lar de Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, um surto que vai causar grande polémica.  

1/07 - Portugal passa a situação de alerta, exceto a AML, que permanece em estado de contingência. Dentro da AML, 19 freguesias de cinco concelhos permanecem em estado de calamidade, devido aos números elevados de infeções.   

15/07 - A situação de calamidade é renovada em 19 freguesias da área metropolitana de Lisboa por mais 15 dias, assim como as de contingência na AML e de alerta no resto do país. O primeiro-ministro diz que o país não aguenta um segundo confinamento. Desde o início da pandemia registam-se 47.426 casos de infeção confirmados e 1.676 mortes.  

30/07 - O Governo anuncia que as 19 freguesias da AML em situação de calamidade vão passar à situação de contingência. O CM aprova que bares e discotecas possam funcionar com as regras aplicadas a cafés e pastelarias. O Governo autoriza também a retoma das modalidades desportivas de pavilhão, mas sem público.  

3/08 - Portugal regista o primeiro dia sem vítimas mortais por covid-19 desde o início da pandemia.  

12/08 - Arranca a fase final da Liga dos Campeões, disputada em Lisboa, sem público.  

27/08 - O Governo anuncia que todo o território continental passa a situação de contingência a partir de 15 de setembro devido ao regresso às aulas e ao trabalho presencial.   04 set 2020 - Arranca a Festa do Avante, com a lotação máxima do recinto reduzida a um terço e depois de vários dias de polémica sobre a sua realização.  

9/09 - Portugal regista o maior número de contágios diários desde 20 de abril, com 646 novos casos. As autoridades de saúde justificam números com aumento da mobilidade.  

10/09 - CM aprova medidas a aplicar na situação de contingência, em que Portugal continental entra em 15 de setembro. Ajuntamentos e horários do comércio com limitações. Os recintos desportivos continuam sem público.  

14/09 - O ano letivo no ensino básico e secundário arranca com o regresso das aulas presenciais e obrigatoriedade de uso de máscara nas escolas e regras específicas de circulação e uso dos espaços.  

15/09 - Portugal continental entra em situação de contingência até 30 de setembro.  

18/09 - O primeiro-ministro convoca o gabinete de crise para reunião de urgência face ao aumento contínuo de novos casos diários. Arranca a I Liga de Futebol, sem público nos estádios.  

21/09 - A DGS anuncia que passará a ser recomendado o uso de máscaras em espaços públicos movimentados.  

24/09 - O CM prolonga a situação de contingência em Portugal continental até 14 de outubro devido ao aumento de casos.  

25/09 - A Direção-Geral do Orçamento revela que a pandemia custou até ao final de agosto 2.521,7 milhões de euros ao Estado.  

10/10 - Nos números da pandemia atinge-se o número máximo de infeções diárias alguma vez registado, 1.646 novos casos.  

13/10 - A Federação Portuguesa de Futebol revela que o capitão da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo, testou positivo. Casos de jogadores de futebol, ou outros desportistas, infetados tornam-se habituais.  

14/10 - Portugal passa da situação de contingência para situação de calamidade, anuncia o primeiro-ministro em dia de reunião do Governo, justificando com a gravidade da evolução da pandemia. São proibidos ajuntamentos de mais de cinco pessoas na via pública, e eventos familiares (como casamentos) não podem ter mais de 50 pessoas. Ficam também proibidos os festejos académicos. António Costa anuncia que o Governo vai apresentar ao parlamento uma proposta para que seja obrigatório o uso de máscara na via pública e a utilização da aplicação 'stayaway' covid. A questão da obrigatoriedade da utilização da aplicação levanta polémica e o Governo retira a proposta.  

22/10 - Bate-se novo recorde de casos, 3.270. Os internamentos hospitalares também atingem em 24 horas os valores máximos registados desde março, num total de 1.365. Em CM o Governo proíbe a circulação entre concelhos no continente no fim de semana do Dia de Finados. E decreta que os concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, devido ao aumento de casos, tenham em vigor o dever de permanência no domicílio a partir do dia seguinte.  

28/10 - Passa a ser obrigatório o uso de máscaras e espaços públicos.  

31/10 - O Governo reúne-se durante todo o dia para avaliar a situação e anuncia o confinamento parcial em concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. São abrangidos 121 municípios.  

2/11 - O primeiro-ministro propõe ao Presidente da República um estado de emergência de "natureza preventiva", mais limitado do que os anteriores, mas mais longo.  

5/11 - O Presidente da República propõe ao parlamento a declaração do estado de emergência em Portugal entre 09 e 23 de novembro, o qual permite restrições à liberdade de deslocação e recurso ao setor privado da saúde. O projeto permite também impor controlos de temperatura corporal e testes de diagnóstico do vírus.         

7/11 - Portugal atinge um novo máximo de casos diários de covid-19 ao contabilizar mais 6.640 infeções nas últimas 24 horas. Foram registados 56 óbitos o que totaliza 2.848 desde o início da pandemia.  

08/11- O Governo aprova em CM extraordinário a possibilidade de exigir testes rápidos à covid-19 em estabelecimentos de saúde, lares, escolas, prisões e nas chegadas a Portugal por via aérea ou marítima. O primeiro ministro diz que dois terços dos contágios acontecem em contexto familiar e que as escolas representam 03% dos contágios.   09 nov - Decretado a partir deste dia o recolher obrigatório entre as 23:00 e as 05:00 nos 121 municípios mais afetados. No fim de semana o recolher obrigatório nesses concelhos é a partir das 13:00.  

12/11 - O primeiro-ministro anuncia o encerramento do comércio e restauração às 13:00 nos dois fins de semana seguintes e explica que a abertura dos estabelecimentos só pode ocorrer a partir das 08:00. "A regra é tudo fechado", disse.  

13/11 - A ministra da Saúde diz que dos 3.250 mortos por covid-19 desde o início da pandemia 1.090 estavam em lares de idosos.  

17/11 - Entra em vigor nos Açores a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços e vias públicas por pessoas com mais de 10 anos. A Assembleia da República adota novas medidas de funcionamento com apenas um quinto dos deputados presencialmente nos plenários.  

19/11 - O Presidente da República propõe ao parlamento renovar a declaração do estado de emergência em Portugal, de 24 de novembro até 08 de dezembro. O projeto permite o confinamento compulsivo de pessoas infetadas ou em vigilância ativa, assim como o encerramento total ou parcial de estabelecimentos, serviços e empresas. Permite também medidas restritivas por grupos de municípios, incluindo a proibição da circulação em determinados períodos ou dias da semana.  

20/11 - O parlamento autoriza a renovação do estado de emergência. Marcelo Rebelo de Sousa, numa comunicação ao país, diz que não hesitará em prolongá-lo o tempo que for necessário.  

21/11 - Passa a ser obrigatório o uso de máscara nos locais de trabalho. O Governo anuncia também que a circulação entre concelhos vai ser proibida nos fins de semana prolongados, e impõe restrições no comércio e restauração para o mesmo período.  

24/11- Portugal ultrapassa os 500 internamentos em unidades de cuidados intensivos de pessoas diagnosticadas com covid-19, tendo igualmente subido para 3.275 os internamentos em enfermaria, segundo a DGS.  

2/12 - A ministra da Saúde anuncia a compra de mais de 22 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, que devem começar a chegar em janeiro e que serão gratuitas e facultativas.  

3/12 - A DGS diz que a epidemia de Covid-19 atingiu o pico da sua incidência em Portugal no dia 25 de novembro, verificando-se uma tendência de descida. É apresentado o plano de vacinação, coordenado por Francisco Ramos. Os grupos prioritários serão pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas, residentes e trabalhadores em lares, e profissionais de saúde e de serviços essenciais. Numa primeira fase serão vacinadas 950 mil pessoas. O plano pode sofrer "imponderabilidades externas", avisa António Costa. O Presidente da República envia para o parlamento o projeto de decreto que renova o estado de emergência de 09 a 23 de dezembro, mas anuncia já nova renovação até 07 de janeiro de 2021. É aprovado no dia seguinte.  

5/12 - A circulação entre concelhos será permitida entre 23 e 26 de dezembro, e na véspera e no dia de Natal poderá circular-se na via pública até às 02:00, anuncia o primeiro-ministro. Há mais facilidades na restauração no Natal e Ano Novo mas até ao Natal há novas proibições de circulação nos fins de semana em concelhos de risco.   06 dez - O Presidente da República promulga o decreto do Governo que regulamenta a prorrogação do estado de emergência até 23 de dezembro.   07 dez - Portugal ultrapassa as cinco mil mortes relacionadas com a pandemia de covid-19.  

10/12 - CM aprova pacote de medidas de apoio as empresas.  

17/12 - O Presidente da República decreta a renovação do estado de emergência por mais 15 dias, até 07 de janeiro, e pede aos portugueses bom senso na celebração do Natal. O primeiro-ministro anuncia que as celebrações do Ano Novo são totalmente cortadas, mas mantém-se os horários da restauração no Natal.  

20/12 - O Governo decreta restrições à entrada em Portugal de passageiros de voos provenientes do Reino Unido, só permitida a nacionais ou legalmente residentes, devido a nova variante da covid-19, mais transmissível, detetada no país.  

21/12 - A Agência Europeia do Medicamento (EMA) aprova a utilização da vacina da Pfizer-BionNTech contra a covid-19.  

22/12 - O parlamento aprova o diploma do PSD que renova por mais três meses o uso obrigatório de máscara em espaços públicos.  

27/12 - O plano nacional de vacinação contra a covid-19 arranca no Hospital de São João, no Porto.  

29/12 - Portugal ultrapassa os 400 mil casos de infeção por covid-19. No mês de dezembro o número diário de mortes oscilou entre os 50 e os 90 e as infeções entre as duas e as quatro mil.   04 jan - Começa em Mação a vacinação nos lares de idosos do continente.  

5/01 - O CM dá parecer favorável ao decreto presidencial que propõe a renovação do estado de emergência, de oito a 15 de janeiro. O Presidente propõe a renovação ao parlamento, que a aprova no dia seguinte.   06 jan - A EMA aprova a utilização da vacina da farmacêutica Moderna contra a covid-19 na UE.  

8/01 - Portugal tem valores recorde, com 118 mortos e 10.175 infeções num só dia.   

9/01- O Presidente da República diz que não há alternativa a um confinamento geral a partir da próxima semana.  

12/01 - António Costa fala de um confinamento geral de um mês após participar em reunião para avaliar situação. O Presidente da República propõe ao parlamento modificar o estado de emergência em vigor e renová-lo por mais quinze dias, até 30 de janeiro. No diploma salvaguarda a livre circulação no dia das eleições presidenciais, e prevê votação nos lares de idosos.  

13/01- O parlamento aprova a renovação do estado de emergência até 30 de janeiro e o Presidente decreta a nova medida. No final de uma reunião do CM o primeiro-ministro anuncia que as escolas se mantêm abertas, mas que o país regressa ao dever de recolhimento domiciliário em moldes idênticos aos de março e abril de 2020.  

16/01 - Portugal contabiliza 166 mortes e 10.947 novas infeções em 24 horas. O hospital da Santa Maria, em Lisboa, está em "sobre-esforço" e o hospital Garcia de Orta, em Almada, em "cenário de pré-catástrofe", anunciam os responsáveis das unidades. Os hospitais de região Centro estão também praticamente no limite.  

18/01 - Portugal é o país do mundo com maior número de novos casos de infeção pelo novo coronavírus por milhão de habitantes, segundo "sites" estatísticos. O número de concelhos em risco extremo devido ao número de casos de covid-19 quase triplicou nos primeiros 12 dias de janeiro. O Governo anuncia o encerramento das universidades seniores, centros de dia e de convívio, de novo a proibição de circular entre concelhos nos fins de semana, e o fim de vendas ao postigo na restauração. As escolas continuarão abertas.  

21/01 - O Governo anuncia o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino por 15 dias, para tentar conter o crescimento da pandemia. Os tribunais, as lojas do cidadão, as creches e os ateliers de tempos livres também voltam a encerrar. A Conferência Episcopal Portugal (CEP) suspende as missas e outras atividades pastorais.  

24/01 - Eleições presidenciais. Portugal regista mais 275 mortes.  

27/01- Hospital Amadora-Sintra transfere doentes para outros hospitais na sequência de problemas na rede de oxigénio medicinal. O Governo suspende voos de e para o Brasil, devido à deteção de uma nova estirpe de covid-19 no país. O Presidente da República propõe ao parlamento a renovação do estado de emergência por mais quinze dias, até 14 de fevereiro. O projeto permite suspender ou limitar chegadas a Portugal e a mobilização de profissionais de saúde reformados, reservistas ou formados no estrangeiro.  
28/01 - O parlamento aprova a renovação do estado de emergência e o Presidente decreta a renovação até 14 de fevereiro. O CM aprova medidas de limitação de circulação para fora do país e dentro o território e repõe controlo das fronteiras terrestres. Decide que a aulas recomeçam a 08 de fevereiro em regime não presencial e mantém todas as restrições em vigor nos últimos 15 dias. Aprova também a possibilidade de contratação de médicos e enfermeiros formados no estrangeiro. A Assembleia da República volta a realizar apenas um plenário por semana. Surgem as primeiras notícias de utilização indevida de vacinas, dadas a pessoas não incluídas nos grupos prioritários. Portugal tem, em 24 horas, mais 303 mortes relacionadas com a covid-19 e 16.432 casos de infeção. É o máximo alguma vez registado.  

29/01 - A EMA aprova a utilização da vacina da farmacêutica AstraZeneca.  

03/02- Chega a Portugal uma equipa clínica alemã, formada por 26 profissionais, para ajudar a conter a pandemia. Demite-se o coordenador da 'task force' para o plano de vacinação, Francisco Ramos, substituído pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.  

08/02 - Os números de novas mortes e de infeções começam a baixar significativamente. Portugal tem mais 196 mortes e 2.505 casos de infeção. A pressão sobre os hospitais começa também a baixar, com menos internamentos e menos pessoas em cuidados intensivos.  

10/02 - O Presidente da República propõe ao parlamento (que aprova no dia seguinte) a renovação do estado de emergência por mais quinze dias, até 01 de março. No projeto permite-se a venda de livros e materiais escolares e prevê-se um plano faseado para reabertura das escolas.  

11/02 - O primeiro-ministro anuncia após reunião do CM que o nível de confinamento terá de ser mantido durante o mês de março (algo que o Presidente também diz no mesmo dia). António Costa diz também que Portugal vai receber menos de metade das vacinas contra a covid-19 que estavam previstas para o primeiro trimestre  

17/02 - O Governo anuncia que pais com filhos na escola até ao final do 1º ciclo e as famílias monoparentais vão poder optar entre estar em teletrabalho ou receber o apoio à família.  

19/02 - Mais de 40% das mortes em Portugal entre o fim de janeiro e o princípio de fevereiro foram atribuídas à covid-19, divulga o Instituto Nacional de Estatística. Promotores de espetáculos e festivais pedem apoios. O setor cultural é dos mais afetados pela pandemia.  

22/02 - Portugal regista 61 mortes relacionadas com a covid-19 e 549 novos casos de infeção, o número mais baixo desde 06 de outubro, segundo a DGS. Numa reunião que junta políticos e especialistas, no Infarmed, fala-se de uma "descida muito significativa e expressiva da incidência" de covid-19 e diz-se que o confinamento travou o crescimento exponencial da variante identificada no Reino Unido. Gouveia e Melo diz que a imunidade de grupo pode ser alcançada em agosto.  

23/02 - A DGS divulga que perto de 250 mil portugueses já receberam as duas doses da vacina para a covid-19, o que corresponde a 03% da população.  

24/02 - O Presidente da República propõe ao parlamento renovar o estado de emergência até 16 de março e defende que o futuro desconfinamento deve ser planeado por fases.  

25/02 - O parlamento autoriza a renovação do estado de emergência. Numa comunicação ao país o Presidente da República diz desaconselhar um desconfinamento antes da Páscoa.  

26/02 - Portugal regista 58 mortes e 1.027 novas infeções, o valor mais baixo de infeções desde outubro de 2020. O INE assinala uma "diminuição acentuada" de novos contágios desde fim de janeiro. Após reunião do CM o Governo aprova o decreto regulamentar do estado de emergência sem alterações e mantém a situação de confinamento e de todas as medidas em vigor. O primeiro-ministro diz que apresentará a 11 de março um plano de desconfinamento, que será gradual. Um ano após o início da pandemia de covid-19 em Portugal, o país aproxima-se de um milhão de infetados e regista mais de 16.000 mortes. Num ano de confinamentos e desconfinamentos Portugal sofreu três vagas de covid-19, a pior em janeiro deste ano, e habitou-se à nova realidade. Em 2020 foi preciso chegar a 10 de abril para haver um acumulado de 435 mortes e 15.472 infeções. Em janeiro chegaram a ser quase esses os números diários.  

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