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Correio da Manhã

Sociedade
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Quatro mil pessoas assinam petição a favor da prostituição legal

Número de assinaturas permite a discussão em plenário na Assembleia da República.
Magali Pinto 21 de Janeiro de 2020 às 08:46
Ana Loureiro (à direita) entregou esta segunda-feira petição no Parlamento
Ana Loureiro (à direita) entregou esta segunda-feira petição no Parlamento FOTO: Tiago Sousa Dias
Em sessenta dias, Ana Loureiro reuniu as quatro mil assinaturas para que a sua petição a favor da legalização da prostituição seja discutida em plenário na Assembleia da República. "A dada altura não acreditava que fosse possível ter as assinaturas.

Desde que demos a cara que recebemos muitos insultos e, por isso, achávamos impossível. Afinal temos mais pessoas a apoiar-nos do que eu jamais imaginaria", disse ao CM Ana Loureiro, que esteve ontem na Assembleia da República a entregar as assinaturas.

"Agora vai sair em Diário da República e é só aguardar que nos notifiquem da marcação do plenário. A última petição do género teve 500 assinaturas, por isso, para nós, hoje é um dia feliz". Em novembro, Ana Loureiro deu a cara e deu a conhecer a petição, mas admite que possa ser chumbada.

"A nossa petição quer terminar com os abusos contra as mulheres, que não haja ilegais a trabalhar nesta área e que as casas estejam regulamentadas, para além da melhoria das condições de saúde. Agora, se a prostituição é legal ou ilegal já é uma decisão das pessoas e do poder político. Nós fizemos a nossa parte. A partir de hoje [ontem] começámos a recolher 60 mil assinaturas para a organização de um referendo. Não vamos desistir desta causa", finalizou Ana Loureiro, à saída da Assembleia da República.
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