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Correio da Manhã

Sociedade
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Recurso à eutanásia sem sacramentos

Papa apela à objeção de consciência dos profissionais de saúde.
Ana Maria Ribeiro 23 de Setembro de 2020 às 08:39
Num documento intitulado ‘O Bom Samaritano’, aprovado pelo Papa Francisco e agora divulgado, o Vaticano reitera a vida como valor supremo e rejeita a eutanásia e o suicídio assistido, excluindo dos sacramentos quem opte por recorrer aos mesmos. Ou seja, “quem escolhe tirar a própria vida” não deve poder aceder à confissão nem à santa unção , lê-se no texto.

Na carta da Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé), que se divide em 12 pontos, a Igreja apela também aos profissionais de saúde que recorram à objeção de consciência para rejeitarem participar nesta prática que consideram criminosa, e insiste na valorização dos Cuidados Paliativos.

No documento, que se destina sobretudo “aos que estão em contacto com os doentes nas fases críticas e terminais e aos próprios doentes”, o Vaticano refere-se ainda ao testamento vital e ao estado vegetativo. Para a Igreja “é lícito tomar a decisão, em ciência e consciência, de renunciar a tratamentos que provocariam apenas um prolongamento precário e penoso da vida”, mas mesmo aos doentes em estado vegetativo devem ser administrados os cuidados básicos, isto é, “a nutrição e a hidratação, administradas artificialmente”. O testamento vital do doente terminal deve ser respeitado, exceto se reclamar “qualquer ato eutanásico ou suicida”.
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