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Rede de oxigénio do Hospital Amadora-Sintra está "estabilizada". Foram transferidos 53 doentes

Transferência de doentes teve em vista garantir a diminuição do número de internados a quem é necessário administrar oxigénio.
Correio da Manhã 27 de Janeiro de 2021 às 08:14
Hospital Amadora-Sintra
Hospital Amadora-Sintra FOTO: Tiago Sousa Dias
Após uma noite de sobrecarga na rede de oxigénio medicinal do Hospital Amadora-Sintra, a mesma rede encontra-se já estabilizada "e dentro de padrões de segurança, mantendo-se a monitorização permanente do seu fluxo".

As informações foram avançadas pelo próprio hospital num comunicado enviado às redações.

Na nota divulgada, o HFF agradece a solidariedade dos hospitais que receberam os doentes que ali se encontravam internados, assim como às corporações de bombeiros, INEM e empresas privadas que permitiram transferir os doentes "num tempo relativamente curto".

"De igual modo, em momento algum os doentes internados estiveram em perigo devido a esta ocorrência, tendo as flutuações da rede sido colmatadas com recurso a garrafas de oxigénio, envolvendo a mobilização de vários profissionais, cujo esforço se enaltece e agradece publicamente", pode ler-se.

A unidade hospitalar refere que foi necessário transferir 53 doentes para outras unidades de saúde da região de Lisboa.

"Este verdadeiro funcionamento em rede, envolvendo várias entidades, permitiu dar uma resposta exemplar a uma ocorrência extremamente desafiante", sublinha.

O HFF lembra que é o hospital da região Lisboa com mais doentes covid-19 internados, com um total de 363 (à data de terça-feira), que houve um aumento de 400% de doentes infetados com o novo coronavírus internados naquela unidade desde o início do ano e que muitos deles "necessitam de oxigénio medicinal em alto débito".

Diz também que já tem em curso "um conjunto de obras para reforço da rede de fornecimento de oxigénio, designadamente as áreas das enfermarias, serviços de urgência, unidades de cuidados intensivos, entre outras".

"O reforço desta infraestrutura vai melhorar a capacidade de resposta a eventuais necessidades de aumento do consumo", acrescenta.

Além disso, "tiveram também já início os trabalhos de instalação de uma rede redundante na Torre Sintra, que - tal como a rede redundante já instalada na torre Amadora - irá reforçar a rede de gases medicinais já existente".

O Amadora-Sintra informa ainda que, adicionalmente, "vai também ser instalado um tanque de oxigénio para alimentar em exclusivo a Área Dedicada a Doentes Respiratórios do Serviço de Urgência e que ficará independente da rede principal" do hospital.
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