Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
5

"Reflexo do desespero": Movimento 'A Pão e Água' justifica violência em manifestação de donos de restaurantes no Porto

Manifestantes incendiaram caixões e arremessaram garrafas e pedras contra polícias.
Lusa 13 de Novembro de 2020 às 19:34
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
Centenas de empresários da restauração manifestaram-se contra medidas restritivas na Baixa do Porto
O porta-voz do movimento "A Pão e Água" classificou esta sexta-feira os desacatos durante a manifestação na Avenida dos Aliados, no Porto, como o reflexo do "desespero" em que os empresários da restauração, bares e comércio se encontram.

"Isto [desacatos] é o exemplo claro do estado de desespero em que as pessoas se encontram neste momento", afirmou à Lusa Miguel Camões, porta-voz do movimento "A Pão e Água" e presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto.

O protesto, que começou cerca das 16:00 e desmobilizou pelas 18:30, reuniu mais de mil empresários a contestar medidas que consideram restritivas impostas pelo Governo de António Costa para travar a pandemia de covid-19 e resultou em "desacatos" com a polícia, constatou a Lusa no local.

Além do arremesso de garrafas contra elementos das forças de segurança, os manifestantes colocaram caixões [simbolizando a morte do setor] a arder, obrigando a intervenção policial.

Segundo Miguel Camões, os desacatos refletem "o estado de desespero" daqueles que depois de "tantos meses em espírito de sacrifício", não tem "pão para pôr na mesa".

"Convém não perder o foco de que o setor está em grande desespero. Tanto, que se vê em situações destas", referiu, acrescentando que para a manifestação cada pessoa trouxe os objetos com que "se identificava mais para manifestar".

À Lusa, agentes da autoridade no local explicaram que os confrontos começaram quando os manifestantes tentavam apagar o caixão que se encontrava a arder junto à estátua de Almeida Garrett, na Praça General Humberto Delgado. 

Em circunstâncias em que nem agentes da PSP ouvidos pela Lusa conseguem clarificar, num momento em que a polícia se aproximou dos manifestantes, estes começaram a arremessar garrafas e pedras contra os agentes e contra uma carrinha policial que se encontrava do lado direito do edifício da Câmara do Porto (no sentido descendente da avenida dos Aliados), verificou a Lusa no local. 

De acordo com a polícia no local, até cerca das 18:50 não tinham sido feitas detenções nem identificações, mas foi necessário um reforço de policiamento na Avenida dos Aliados, tendo sido chamadas mais quatro equipas de intervenção policial, cada uma com cerca de cinco elementos. 

Os ânimos acabaram por se acalmar, ainda antes da chegada do reforço policial.

"Costa: faz outra proposta", "Estão a matar quem não tem covid" e "Nove meses para nascer, nove meses para morrer" são alguns dos cartazes hasteados nas escadarias da Câmara Municipal do Porto e que mostram o descontentamento do setor. 

Munidos de frigideiras, colheres de pau, panelas e outros utensílios, os empresários consideram as medidas de apoio anunciadas pelo Governo "insuficientes". 

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 23 de novembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado e municípios vizinhos. A medida abrange 114 concelhos, número que passa a 191 a partir de segunda-feira.

Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23:00 e as 05:00, enquanto nos fins de semana a circulação está limitada entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e entre as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.294.539 mortos em mais de 52,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.250 pessoas dos 204.664 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Mais informação sobre a pandemia no site dedicado ao coronavírus - Mapa da situação em Portugal e no Mundo. - Saiba como colocar e retirar máscara e luvas - Aprenda a fazer a sua máscara em casa - Cuidados a ter quando recebe uma encomenda em casa. - Dúvidas sobre coronavírus respondidas por um médico Em caso de ter sintomas, ligue 808 24 24 24
Ver comentários