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Correio da Manhã

Sociedade
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Registados 8500 pedidos de ajuda durante a passagem da Depressão Elsa

Chuvas torrenciais inundam vilas e cidades. Há perto de 80 pessoas desalojadas. Mais de 25 mil operacionais no terreno para acudir quem precisa.
Paulo João Santos 21 de Dezembro de 2019 às 01:30
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Estragos provocados pela passagem da Depressão 'Elsa'
Foram poucas as zonas do País que escaparam à fúria da depressão ‘Elsa’. Assolado por meses de seca, ora severa ora extrema, Portugal foi varrido por uma tempestade como há muito se não via, com períodos de chuva torrencial e rajadas de vento ciclónicas. A água de rios e ribeiras transbordou, cidades e vilas ficaram alagadas, dezenas de árvores tombaram. Ruíram casas, abateram estradas.

Houve deslizamentos de terra por toda a parte e carros submersos. Foram registados cerca de 8500 pedidos de ajuda e colocados 25 mil operacionais no terreno em ações de socorro. Duas pessoas morreram, uma outra continua desaparecida, perto de 80 ficaram sem tecto e há ainda 27 deslocados.

Linhas de alta e média tensão continuavam, ao início da noite de sexta-feira, inoperacionais, deixando milhares de consumidores sem eletricidade. Nem o moderno Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), da Fundação EDP, resistiu. Só reabre a 27 de março de 2020.

Ao contrário de outros temporais, ‘Elsa’ varreu Portugal de Norte a Sul, do Litoral ao Interior. Porto, Aveiro, Coimbra, Viseu, Braga e Lisboa foram os distritos mais afetados, mas nenhum ficou em paz. Nem aqui, nem em Espanha, que após uma eternidade a reter a água que Portugal precisava, foi obrigada a abrir as torneiras no máximo. 

Subida da água deixa viaturas submersas
A subida das águas deixou várias viaturas submersas um pouco por todo o País. Na zona ribeirinha de Mirandela, por exemplo, os bombeiros retiraram mais de uma dezena de veículos que estavam num parque de estacionamento. Em Valado dos Frades, na Nazaré, um jipe da GNR também afundou.

A forte precipitação que se abateu sobre o território continental nas últimas 48 horas obrigou à realização de descargas nas barragens, o que contribuiu decisivamente para o aumento do nível das águas dos rios. Esta situação levou a que o nível de alerta de cheias no rio Douro tenha subido de laranja para vermelho (o mais elevado). Mais a Sul, a Proteção Civil de Santarém acionou o Plano Especial de Emergência para as Cheias na Bacia do Tejo, devido à subida dos caudais do rio, "especialmente nos provenientes de Espanha".

Dona da Meo tem mil técnicos no terreno
A Altice vai manter o gabinete de crise e o plano de emergência ativos até domingo. A dona da Meo reforçou as equipas na zona Centro "tendo agora no terreno mais de um milhar de técnicos e operacionais especializados para dar resposta às situações de afetação de serviço".
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