Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
2

Reitor da Universidade de Lisboa proíbe praxe e ameaça com processos

Estudantes dizem que este ano vão adotar “outras formas de integração dos novos alunos".
Bernardo Esteves 22 de Setembro de 2020 às 01:30
Este ano não há praxes. Quem infringir as regras fica sujeito a processo disciplinar. Federação Académica vai cumprir
Este ano não há praxes. Quem infringir as regras fica sujeito a processo disciplinar. Federação Académica vai cumprir FOTO: Vitor Mota
O reitor da Universidade de Lisboa (UL), António Cruz Serra, emitiu esta segunda-feira um despacho em que impõe a proibição de praxes devido à pandemia. Os alunos incorrem em infração disciplinar, que pode ser punida com advertência, multa ou, no limite, suspensão da atividade avaliativa ou escolar. Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, também escreveu uma carta aberta aos estudantes a condenar as praxes. São críticas recorrentes no ministro, mas agravadas agora devido à situação de pandemia.

Manuel Heitor condenou as manifestações de “abuso, humilhação e subserviência” de alunos mais jovens. Sofia Escária, presidente da Federação Académica de Lisboa, garantiu ao CM que, nos contactos feitos com comissões de praxe, estas mostraram-se dispostas a adotar este ano “outras formas de integração dos estudantes, algumas delas à distância, por uma questão de prevenção da saúde pública”. O despacho do reitor Cruz Serra impõe também o “uso de máscara em todos os espaços integrantes” da UL, inclusive “ao ar livre”. O incumprimento é também considerado infração disciplinar com as sanções já referidas. As exceções são “os espaços de trabalho individual e das atividades desportivas e de lazer”, ou as que forem excecionadas pelas “Direções das Escolas, dos Serviços Centrais e dos Serviços de Ação Social”.
Ver comentários