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Correio da Manhã

Sociedade
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Rejuvenescimento vaginal permite aumentar prazer

Técnica vaginal é feita entre 10 a 20 minutos e sem anestesia local.
Francisca Genésio 28 de Abril de 2019 às 01:30
Mulheres
Técnica de rejuvenescimento vaginal
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Mulheres
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Técnica de rejuvenescimento vaginal
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Mulheres
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O laser com CO2 é uma das mais recentes armas do arsenal da ginecoestética - uma medicina que permite não só a correção e rejuvenescimento vaginal e tratar doenças como a incontinência urinária, mas também aumentar a autoestima e o prazer sexual da mulher.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, com uma duração entre 10 a 20 minutos.

"No caso do rejuvenescimento vaginal o que fazemos é inserir um aplicador, uma espécie de sonda ginecológica na vagina e fazer alguns disparos em movimentos giratórios", explica Ana Sousa, médica na Candela Medical Portugal, realçando que "o número de movimentos depende da problemática de cada mulher".

Segundo a especialista, o tratamento vaginal não necessita de anestesia já que é indolor. Já o rejuvenescimento vulvar que permite, por exemplo, melhorar a coloração da vulva, poderá obrigar à utilização de anestesia local, "já que pode haver sensação de dor ou ardor durante a realização da técnica", explica.

Normalmente são necessárias três sessões para a mulher alcançar o resultado pretendido. "As sessões devem ser feitas com intervalo de um mês entre si", explica a especialista. Para manter o resultado, Ana Sousa recomenda uma outra sessão, de manutenção, passados cerca de nove meses.

Pormenores
Problemas da idade
O rejuvenescimento vulvar permite mudar a coloração da vulva, alterar a distribuição pilosa, reduzir ou preencher os grandes lábios - problemas que surgem com o avançar da idade.

Vantagens da técnica
Melhoria da lubrificação e elasticidade, promovendo a remodelação das fibras de colagénio e ativação dos mecanismos de humidificação naturais são algumas das vantagens do rejuvenescimento vaginal.

Conselho da semana
Na higiene íntima devem-se evitar sabões e sabonetes não específicos, toalhetes e desodorizantes vaginais.

Estes produtos aumentam o risco de desequilibrar a flora vaginal, deixando o órgão genital feminino mais vulnerável a infeções.

Tanto na higiene íntima como após uma ida à casa de banho, os gestos devem fazer-se no sentido da vagina para o ânus, travando a entrada de bactérias da flora intestinal.

"Podemos aumentar o ponto G"
CM
- É possível realizar o rejuvenescimento vaginal através de outras técnicas?
Ana Sousa – O rejuvenescimento vaginal pode ser feito com vários tipos de tratamento, desde peelings, recurso a injetáveis, lasers ou até com radiofrequência. Ao nível da vulva conseguimos melhorar a coloração com peelings e laser. Os injetáveis de ácido hialurónico são também uma opção: podemos aumentar o ponto G.

O clitóris pode também ser alterado com plasma rico em plaquetas.
– Que tipo de mulheres recorrem a estes procedimentos?
– Diria que há mulheres de todas as faixas etárias. A partir dos 20 temos a jovem que não se sente confortável com a cor ou tamanho da vulva. A partir dos 30/40, no pós-parto, há alterações ao nível da sensibilidade e a partir dos 50 anos há atrofia.

Cada sessão custa cerca de 400 euros
Cada sessão de rejuvenescimento vulvovaginal tem um custo de cerca de 400 euros. "Tendo em conta que são necessárias três sessões, costumamos fazer ajustes. As três ficam por cerca de 1000", explica Ana Sousa.

Rotina pode ser retomada dois dias após a intervenção
As mulheres que se submetem a qualquer tipo de procedimento minimamente invasivo que tenha como objetivo o rejuvenescimento quer da vagina quer da vulva ficam impedidas de realizar diversas atividades da sua rotina diária entre dois a três dias após a realização da técnica.

"As principais dúvidas das pacientes estão relacionadas com o tempo que têm de estar em repouso, sem trabalhar, sem realizar exercício físico, ou até sem ter relações sexuais. O que aconselho, sempre, é retomar a rotina diária só passados entre dois a três dias do procedimento", explica ao Correio da Manhã Ana Sousa, médica na Candela Medical Portugal.

De acordo com a especialista, durante este tempo as pacientes não devem também fazer sauna ou piscina, já que a humidificação da zona genital pode prejudicar os resultados do procedimento.

"Não há medicação associada ao rejuvenescimento vaginal, a única coisa que recomendamos, enquanto especialistas, é a utilização de um creme íntimo para ajudar na recuperação", reforça.

Despiste de doenças antes da técnica
Quando uma mulher decide recorrer aos procedimentos minimamente invasivos para rejuvenescer a sua vulva ou vagina é submetida a uma consulta de diagnóstico de problemas.

"Fazemos um questionário à mulher, assim como uma citologia para ver se está tudo bem, se não há doenças ou infeções", explica a médica Ana Sousa, alertando que "não pode haver histórico de cancro".
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