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Correio da Manhã

Sociedade
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Relações sexuais de risco em Portugal analisadas em projeto científico

Aumentou o número de adolescentes que não usam preservativo.
Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 27 de Dezembro de 2020 às 09:58
“Regista-se baixa aposta na prevenção”, defende coordenador do trabalho
“Regista-se baixa aposta na prevenção”, defende coordenador do trabalho FOTO: iStockPhoto
O Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) vai estudar os comportamentos sexuais em Portugal e Espanha, para perceber o que leva ao aumento de relações de risco e apresentar soluções para diminuir os casos de infeções sexualmente transmissíveis. O projeto ‘Prevent2Protect: Motivational determinants of consistent condom use’, (Prevenir para Proteger: determinantes motivacionais do uso consistente do preservativo), que irá analisar comportamentos sexuais em Portugal e Espanha, é liderado por uma equipa do ISCTE, com a participação de investigadores internacionais, e foi um dos 15 projetos financiados pela Fundação ‘la Caixa’, no âmbito do concurso Social Research 2020.

"Regista-se uma baixa aposta na prevenção durante as relações sexuais. Este problema só poderá ser combatido depois de se encontrarem as razões para que tal aconteça", afirma David L. Rodrigues, coordenador da investigação e professor do ISCTE.

Estudos em Portugal e Espanha indicam que, de 2002 a 2018, aumentou de 7% para 34% o número de adolescentes que optaram por ter relações sem preservativo. São também 34% os adultos portugueses que se envolveram sexualmente com parceiros casuais nos últimos meses e que não usaram preservativo.
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