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Correio da Manhã

Sociedade

Seis meses de pandemia: As grandes etapas da crise do coronavírus

Vírus já provocou mais de 511 mil mortos entre os mais de 10,5 milhões de contaminados em 196 países e territórios.
Lusa 1 de Julho de 2020 às 17:14
Coronavírus
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Desde que o primeiro caso de Covid-19 foi anunciado, em fins de dezembro de 2019 na China, a pandemia já provocou mais de 511 mil mortos entre os mais de 10,5 milhões de contaminados em 196 países e territórios.

Segundo o balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), são as seguintes as grandes etapas dos seis meses de crise.

Primeira morte 

A 31 de dezembro de 2019, as autoridades chinesas avisam a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre casos de pneumonia de origem desconhecida em Wuhan, capital da província de Hubei (centro da China), onde residem cerca de 11 milhões de habitantes.

A 07 de janeiro deste ano, as primeiras análises chinesas permitem identificar um novo coronavírus. A 11 do mesmo mês, Pequim anuncia a primeira morte. As primeiras contaminações são anunciadas e prolongam-se por janeiro fora.

56 milhões de pessoas confinadas

A 23 de janeiro, a França confirma três casos, os primeiros na Europa. Dois dias depois, após a cidade de Wuhan, praticamente toda a província de Hubei está isolada do mundo, com mais de 56 milhões de pessoas confinadas.

Urgência internacional

A 28 de janeiro, são conhecidos e confirmados mais dois novos casos de transmissão do novo coronavírus fora da China. Um na Alemanha e outro no Japão.

Vários países começam a repatriar os seus cidadãos da China. A OMS classifica a epidemia como "uma urgência de saúde pública internacional".

Morte de um denunciante

A 07 de fevereiro, um médico de Wuhan, de 34 anos, Li Wenliang, sancionado por ter dado o alerta para o surgimento do vírus, morre com a nova doença. Fora de Hubei, várias metrópoles chinesas impõem aos habitantes a permanência em casa.

Primeira morte fora da Ásia 

A 15 de fevereiro, um turista chinês de 80 anos, hospitalizado em França desde fins de janeiro, acaba por morrer, tornando-se a primeira vítima mortal da pandemia fora da Ásia.

As anulações de reuniões internacionais e de competições desportivas multiplicam-se, enquanto começam a ser suspensas as ligações aéreas com destino à China. A aceleração das contaminações é significativa em Itália, Coreia do Sul e Irão.

Itália confinada 

A 06 de março, a epidemia ultrapassa os 100.000 casos confirmados no mundo. Dois dias depois, a 08, Roma impõe o confinamento no norte de Itália, que seria estendido pouco depois a todo o país.

'Crash' bolsista

A 11 de março, a OMS qualifica a covid-19 como "pandemia". Os mercados bolsistas mundiais registam quedas históricas. Governos e bancos centrais anunciam fortes medidas de apoio à economia.

Confinamentos

A 13 de março, o Presidente norte-americano, Donald Trump, declara o estado de emergência. A França entra em confinamento a partir de dia 17. A Alemanha apela à população para se manter em casa e o Reino Unido a que se evite todo o contacto pessoal.

Encerramento das fronteiras 

Numerosos países encerram as suas fronteiras. A União Europeia (UE) decide encerrar as suas fronteiras externas a 17 de março.

Itália duramente atingida

A 19 de março, Itália torna-se o país com o maior número de mortes, enquanto se multiplicam os anúncios de confinamentos nacionais e locais.

Ameaça à humanidade

A 24 de março, é anunciado o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, previstos para o verão. A ONU adverte que a expansão da pandemia "ameaça toda a humanidade". O Senado norte-americano aprova um plano de dois biliões de dólares de apoio à economia.

Metade da humanidade confinada

A 02 de abril é ultrapassada a barreira simbólica do milhão de casos confirmados oficialmente e o mundo está dividido. Metade da humanidade -- mais de 3.900 milhões de pessoas -- está confinada.

A Europa torna-se o continente mais afetado, mas a epidemia explode nos Estados Unidos. A 08 de abril, o confinamento na cidade de Wuhan é levantado.

Diminuição na Europa 

O total de 100.000 mortos é ultrapassado a 10 de abril. O papa Francisco apela à "esperança" numa Basílica de São Pedro vazia no "Domingo de Páscoa".

A 17 de abril, Donald Trump defende ser a altura para "fazer regressar a América", mesmo que a epidemia não esteja a diminuir a intensidade de contágios.

A 26 de abril, é ultrapassada a barreira simbólica dos 200.000 mortos. Nos países europeus que registaram mais óbitos regista-se uma leve diminuição de casos após o início gradual das restrições e dos confinamentos.

Economia de joelhos 

A 29 de abril, a construtora de aviões norte-americana Boeing suprime 16.000 empregos. Os transportes aéreos, os construtores automóveis e muitos outros grandes grupos sucedem-se na supressão de empregos.

A 08 de maio, as estatísticas norte-americanas confirmam os piores prognósticos: a pandemia destruiu 20 milhões de empregos nos Estados Unidos e elevou a taxa de desemprego a níveis comparados com os anos 1930.

A 11 de maio, a França e a Espanha começam a sair do confinamento, seguidas pela Itália e pela Grécia.

10 milhões de casos 

A 07 de junho, a pandemia ultrapassa os 400.000 mortos e progride de forma inquietante na América Latina.

Segundo país mais afetado, após os Estados Unidos, o Brasil conta 50.000 mortes a 22 de junho, enquanto o ressurgimento do novo coronavírus na China obriga Pequim a voltar a confinar vários dos seus bairros.

A 30 de junho, a Airbus anuncia a supressão de cerca de 15.000 postos de trabalho.

Em fins de junho, é ultrapassada a barreira simbólica dos 10 milhões de casos confirmados da covid-19 em todo o mundo.

 

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