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Correio da Manhã

Sociedade
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Sindicato Independente dos Médicos quer tirar abonos a agressores

SIM propõe suspensão imediata do RSI para quem ataque profissionais de saúde.
Miguel Balança 18 de Janeiro de 2020 às 10:44
Profissionais de saúde apelam à detenção imediata dos agressores
Profissionais de saúde apelam à detenção imediata dos agressores FOTO: iSTOCKPHOTO
OSindicato Independente dos Médicos (SIM) reclamou esta sexta-feira, numa série de cartas enviadas ao Governo, a tomada de medidas urgentes diante a escalada de violência contra profissionais de saúde. Numa longa lista de reivindicações, os médicos exigem, desde logo, a "exclusão imediata [do agressor], no próprio dia, da lista do médico de família agredido ou da consulta do médico hospitalar".

À proposta que chegou ao Ministério da Saúde, que contempla ainda a intenção de que os agressores fiquem impedidos, permanentemente, de voltar a entrar na unidade de saúde em que foram violentos, o SIM soma exigências sob as quais Marta Temido, ministra, não tem tutela.

O sindicato liderado por Roque da Cunha sugere, por isso, diretamente ao Ministério do Trabalho e Segurança Social, de Ana Mendes Godinho, que "todas as prestações pecuniárias da Segurança Social sejam imediatamente suspensas aos beneficiários autores de violência", estabelecendo, por contrato, que receber Rendimento Social de Inserção (RSI) obriga a não ter histórico de episódios de violência contra profissionais de saúde.

O agressor ficaria impedido de aceder ao RSI nos 24 meses após o ataque. Na carta ao Ministério da Administração Interna, de Eduardo Cabrita, o SIM apela à detenção imediata dos agressores "sempre que estão reunidas as condições".
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