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Correio da Manhã

Sociedade

Trabalhadores da cadeia de supermercados Dia Portugal em greve 2.ª feira

Em causa está a luta por um aumento de 90 euros no salário.
Lusa 19 de Dezembro de 2021 às 13:29
Supermercado, Dia
Supermercado, Dia FOTO: Duarte Roriz
Os trabalhadores do armazém da cadeia de supermercados Dia Portugal vão avançar com uma greve esta segunda-feira no Armazém de Campo-Valongo (Porto) para reivindicar "urgência no aumento dos salários em 90 euros", foi este domingo anunciado.

O Sindicato Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) anunciou, em comunicado de imprensa, que os trabalhadores do Armazém de Logística Dia Portugal vão avançar "com piquete de greve às 5h45, de dia 20 de dezembro, no Armazém de Campo-Valongo, no distrito do Porto.

Das principais reivindicações dos trabalhadores, incluídas no Caderno Reivindicativo da Comissão Sindical do CESP, consta a "urgência no aumento geral dos Salários em 90 euros para todos os trabalhadores", bem como o aumento do subsídio de refeição para 7,30 euros".

"A equiparação das carreiras dos trabalhadores de armazéns com as dos trabalhadores das lojas", a "valorização dos salários e reconhecimento da antiguidade dos trabalhadores, condições sociais para os trabalhadores das lojas, o fim da transmissão de lojas e a defesa da contratação coletiva são outras das reivindicações.

"Enquanto não existirem passos positivos e significativos na negociação do Caderno Reivindicativo, a disponibilidade para a luta irá manter-se", afirma o sindicato, recordando que 2021 foi um "ano difícil", porque houve "aproveitamento da situação pandémica" para agravar as dificuldades em que se já encontravam os trabalhadores" da cadeia de supermercados Dia, que estão "sem aumentos dignos desde 2010" e a "perder poder de compra ano após ano".

No dia 1º de Maio de 2021, os trabalhadores disseram basta à política de baixos salários da Dia Portugal e aderiram em massa à greve e à luta por melhores rendimentos para quem trabalha, assinala o CESP.

"Esta ação, aliada a outras consecutivas ainda em maio e nos meses de junho e julho, forçou a empresa a reconsiderar e, mesmo que de forma muito limitada e insuficiente, a aumentar os salários da grande maioria dos trabalhadores e a reconhecer e valorizar os trabalhadores com mais de 15 e de 25 anos de carreira", acrescenta o sindicato, no comunicado.

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