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Correio da Manhã

Sociedade

Trabalhadores preocupados com paragem na refinaria de Sines

Refinaria vai suspender a produção a partir de 4 de maio.
Joaquim Bernardo 21 de Abril de 2020 às 15:42
Refinaria de Sines
Hélder Guerreiro - Comissão de Trabalhadores da Refinaria de Sines
Galp
Refinaria de Sines
Hélder Guerreiro - Comissão de Trabalhadores da Refinaria de Sines
Galp
Refinaria de Sines
Hélder Guerreiro - Comissão de Trabalhadores da Refinaria de Sines
Galp

Hélder Guerreiro da Comissão de Trabalhadores da Refinaria de Sines mostrou-se hoje preocupado com as consequências negativas que a suspensão da produção, durante o mês de maio, poderá ter para os trabalhadores.

Embora a empresa petrolífera tenha afirmado que "a medida não terá impacto nos salários dos cerca de 500 trabalhadores, já nenhum trabalhador será colocado em lay-off" o dirigente sindical diz que "a maior preocupação prende-se com os prestadores de serviço".

Hélder Guerreiro afirmou ao CM que "o mais importante nesta altura é garantir todos os postos de trabalho, incluindo dos prestadores de serviços e evitar mais despedimentos que podem criar uma situação social grave em toda a região".

"Todas as empresas que prestam serviço na refinaria e empregam centenas de trabalhadores, ficando sem contrato caso a refinaria e a Petrogal venha a rescindir, durante este período poderá criar-se aqui uma situação social muito grave. Mais desemprego, que poderá criar situações com impacto muito negativo nos concelhos de Sines e Santiago do Cacém".

O representante da comissão de trabalhadores dá o exemplo "em Sines logo no início da pandemia e quando a produção começou a desacelerar, verificou-se que a Petrogal reduziu o contrato de manutenção da refinaria de Sines em 60% e isso levou ao despedimento de 80 trabalhadores. O nosso apelo agora é para que isso não venha a repetir-se".

Num "clima de incerteza" face ao futuro, o dirigente, que critica igualmente a "distribuição de 570 milhões de euros em dividendos aos acionistas", espera que esta suspensão da produção "seja no mais curto período de tempo" e não se prolongue por mais de um mês.

Recorde-se que a Galp anunciou ontem que vai suspender a atividade na refinaria de Sines a partir de 4 de maio e durante cerca de um mês, por impossibilidade de escoamento "dos produtos produzidos e armazenados", na sequência da pandemia.

A empresa petrolífera justifica a decisão de suspender a atividade na refinaria de Sines, com a "evolução da conjuntura nacional e internacional decorrente da prorrogação do estado de emergência", decretado por causa da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), que impôs "medidas extremas de contenção, quarentenas cada vez mais restritivas e a paralisação da maioria das atividades económicas".

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