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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadores rejeitam venda da TAP

Manifestantes protestaram à porta do aeroporto da Portela, em Lisboa.
31 de Janeiro de 2015 às 18:27
Trabalhadores da TAP e ativistas do movimento "Não TAP os olhos" protestam contra a privatização da companhia
Trabalhadores da TAP e ativistas do movimento 'Não TAP os olhos' protestam contra a privatização da companhia FOTO: Steven Governo/LUSA

Orlando Fernandes e Margarida Isidro são duas gerações de trabalhadores da TAP que este sábado estiveram lado a lado no aeroporto de Lisboa a dizer "não" à privatização da companhia, considerando que ao sair das mãos do Estado a empresa morre.

"Estou aqui para ajudar a proteger a TAP, como património nacional, para não ser entregue a qualquer interesse que não seja nacional, porque o desaparecer da TAP comove-me, é como morrer alguém da família", disse à Lusa Orlando Fernandes, reformado, que durante 37 anos foi "mecânico de aviões" na TAP.


Ali ao lado, Margarida Isidro, assistente de bordo na TAP desde 1989, também não aceita a venda da empresa, que "é a melhor embaixadora de Portugal", e segura um cartaz com a fotografia do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, onde se lê "Demita-se". "Este senhor não é digno do cargo que ocupa. Os argumentos do Governo não são válidos e esconde a verdade aos portugueses, que têm que saber a verdade", argumenta a funcionária que não tem dúvidas que, se for vendida, "a TAP acaba, como tem acontecido com todas as outras companhias por esse mundo fora".

O nome de Sérgio Monteiro foi um dos mais repetidos durante a tarde, tendo mesmo sido acusado pelos manifestantes - maioritariamente trabalhadores - de ter "metido uma cunha" junto ao São Pedro, que trouxe chuva e descida de temperatura quando as intervenções dos organizadores, sindicatos e partidos subiam de tom.


Também o ministro da Economia, Pires de Lima, e o Presidente da República, Cavaco Silva, foram acusados de promover e pactuar com a venda do grupo, pelos manifestantes que acreditam existirem outras saídas para os problemas da companhia, nomeadamente para a necessidade de capitalização, o primeiro de nove critérios para a escolha do comprador.

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