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Correio da Manhã

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Variante Ómicron dominante em Portugal é responsável por 92,5% dos casos de Covid-19

Valor crítico das hospitalizações em cuidados intensivos já passa os 62%, mais 3% que a semana passada. 
Correio da Manhã e Lusa 7 de Janeiro de 2022 às 19:58
Teste à Covid-19
Teste à Covid-19 FOTO: Nuno Alfarrobinha
Segundo o relatório das lnha vermelhas, enviado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e DGS, os casos de covid-19 estão a aumentar significatuvamente a nível nacional sendo a região do Alentejo a zona com maior incidencia do R(t) de 1,42. A variante Omicron já é dominante em Portugal e já é responsável por 92,5% dos casos de Covid-19. 

O valor crítico das hospitalizações em cuidados intensivos já passa os 62%, mais 3% que a semana passada. A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são elevados,  com tendência crescente nas hospitalizações. O rápido aumento de casos, mesmo tendo em consideração a menor gravidade da variante Omicron, é provável um aumento de pressão sobre o todo o sistema de saúde e na mortalidade, recomendando-se o respeito pelas normas impostas e a adesão à dose de reforço da vacina contra a covid-19. 

De acordo com relatório hoje divulgado, nos últimos sete dias, 64% dos casos de infeção notificados foram isolados em menos de 24 horas, quando na última semana este valor estava nos 81%.

Além disso, 40% de todos os casos notificados tiveram todos os seus contactos rastreados e isolados em 24 horas, indica a análise de risco das autoridades de saúde.

"Nos últimos sete dias, estiveram envolvidos no processo de rastreamento, em média, 767 profissionais a tempo inteiro, por dia, (+129 do que na semana anterior) no Continente", observa.

Pessoas sem a vacinação completa têm um risco de internamento seis vezes maior que os vacinados e o risco de morte é até cinco vezes superior.

Segundo as "linhas vermelhas", nos últimos sete dias foram realizados um total de 1.701.921 testes (1.584.115 de testes no último relatório).

O documento da DGS e do INSA sublinha que a mortalidade por covid-19 apresenta uma tendência decrescente, com uma média de 20,4 óbitos em 14 dias por milhão de habitantes.

"Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por covid-19 quase para metade em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo", é acrescentado.

A covid-19 provocou 5.470.916 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.071 pessoas e foram contabilizados 1.577.784 casos de infeção, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

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