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Correio da Manhã

Sociedade

Vaticano: Jesus foi o primeiro a 'tweetar'

Parábolas de Jesus Cristo, como 'Amai-vos uns aos outros' eram mensagens como tweets.
25 de Setembro de 2013 às 16:10

O cardeal Gianfranco Ravasi declarou esta quarta-feira, perante os principais donos de 'media' em Itália, que "Jesus foi a primeira pessoa no mundo a 'tweetar'", referindo-se às mensagens instantâneas enviadas pela rede social Twitter.

O presidente do Conselho Pontifício da Cultura analisava as formas de comunicação da Igreja, durante um encontro organizado no âmbito do espaço de diálogo entre crentes e não-crentes criado por Bento XVI, denominado "Átrio dos Gentios". 

Jesus Cristo "utilizou o tweet antes de todos, com frases essenciais e com menos de 45 carateres, como 'Amai-vos uns aos outros'", declarou o "ministro da Cultura" do papa.

Ravasi destacou as parábolas de Jesus, que transmitia uma mensagem "através de uma história simbólica".

"Se um eclesiástico não se interessa pela comunicação, coloca-se fora do seu ministério", resumiu o cardeal.

Por seu lado, os diretores dos principais diários da península italiana apresentaram a definição "de objetividade e responsabilidade" dos jornalistas.

"Colocar os acontecimentos no contexto" para Mario Calabresi (La Stampa), "não pensar deter a verdade e permitir-se o benefício laico da dúvida" para Ferruccio de Bortoli (Corriere della Sera), "ser honesto para o leitor" e "dar sentido" para Enzo Mauro (La Repubblica).
O diretor do diário Il Sole 24 Ore, Roberto Napoletano, insistiu na especificidade de Itália, "país que nunca conseguiu ser laico devido à presença do Estado do Vaticano".
Este encontro realiza-se quando o La Repubblica acaba de publicar uma longa carta do papa Francisco ao fundador deste diário de esquerda, Eugenio Scalfari, em resposta às interrogações deste jornalista ateu.
Para Marco Tarquinio (Avvenir, diário dos bispos italianos, o papa argentino "revolucionou o olhar do mundo em direção à Igreja". Principalmente, porque Francisco "se envolve pessoalmente" e insiste no "papel fundamental das mulheres", considerou Giovanni Maria Vian (L'Osservatore Romano).
"O papa Francisco vai acabar por revolucionar a nossa profissão", previu Virman Cusenza (Il Messagero).
O encontro "Átrio dos jornalistas" inscreve-se no âmbito do "Átrio dos Gentios", fórum de diálogo cujo nome faz referência a um pátio do antigo templo de Jerusalém, ao qual os não-judeus podiam aceder.

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