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Correio da Manhã

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Vêm aí dias com chuva forte e possibilidade de inundações: sete dicas de condução segura em estrada molhada

Desde a distância que deixa para o carro da frente até aos pneus que usa, reunimos um conjunto de dicas que o vão deixar mais preparado para enfrentar os dias de chuva.
19 de Outubro de 2020 às 12:39

Conduzir à chuva pode ser um desafio para muitos condutores, sobretudo os menos experientes, que ganham rotinas com o piso seco que depois não se aplicam às estradas molhadas. Esta altura do ano é, por natureza, mais propícia a acidentes, pelo que reunimos várias dicas que podem reduzir o perigo de uma viagem "debaixo" de chuva. Ora veja:

Condições da estrada. A chuva arrasta para as vias de trânsito lixo, sujidade e até mesmo óleo que se foram acumulando na berma da estrada. Isto reduz significativamente a aderência ao piso e aumenta em muito o perigo de acidente. Como tal, deve reduzir a velocidade e evitar movimentos bruscos e agressivos.

Distância para o carro da frente. Esta regra é básica e aplica-se a qualquer via em que circule. Com a estrada molhada a aderência é significativamente inferior, pelo que o tempo de travagem e a distância até parar também aumentam bastante. Como tal, e para sua defesa, é recomendável que aumente a distância para o automóvel que circula imediatamente à sua frente.

Mantenha os vidros desembaciados.  A probabilidade dos vidros embaciarem nos dias de chuva é muito elevada, já que há fortes possibilidades da temperatura dentro do seu carro ser muito superior à que se verifica no exterior. Como tal, deve manter os vidros sempre desembaciados de forma a não prejudicar a sua visão. Pode parecer uma dica simples, mas acredite que conduzir com os vidros do automóvel e com os espelhos retrovisores laterais embaciados aumenta exponencialmente a probabilidade de ter um acidente.

Importa igualmente relembrar que as escovas do limpa pára-brisas devem ser trocadas nesta altura do ano, pois se as borrachas estiverem gastas não vão conseguir tirar toda a água que se acumula no pára-brisas.

Atenção às luzes. O chamado "tempo de chuva" é obrigatoriamente mais escuro do que um dia "normal". Por isso, circular com as luzes (médio) ligados é fundamental para ver por onde anda e para se fazer ver.

É também muito frequente (sobretudo nos automóveis com alguma "idade"…) que os faróis comecem a ficar "baços", sendo que isso tem uma relação directa com a eficácia das luzes. Mas isso não significa que os tenha que trocar. Há imensos produtos para os limpar e resolver este problema.

Lençóis de água. O que fazer? A conduzir num dia de chuva é inevitável que apanhe um lençol de água. Não há muito que possa fazer, mas saiba que há formas mais correctas do que outras para abordar estas enormes concentrações de água que se formam na estrada.

Quando se aperceber de um lençol de água, tire o pé do acelerador e não trave bruscamente. Se travar ou acelerar vai estar a aumentar significativamente o risco de acidente. Contudo, se travar a fundo, não se esqueça de continuar a controlar a direcção. É que se antigamente as rodas bloqueavam quando travava a fundo e os carros seguiam a direito, agora, com os sistemas ABS, os automóveis conseguem "obedecer" à direcção.

Travões. Os travões são elementos fundamentais para o bom funcionamento de um automóvel. E ainda que tenha sempre que estar atento à condição dos calços e dos discos dos travões, esse cuidado deve ser redobrado em tempo de chuva.

Pneus. Deixámos o elemento mais importante para o fim. Afinal são os pneus que "ligam" o seu automóvel ao asfalto. Ainda assim, continuam a ser um dos aspectos que menos atenção recebe por parte dos condutores.

Pouco importa que tenha um automóvel capaz de atingir níveis de "performance" incríveis se depois não tem uns pneus que respeitem a norma e as especificações recomendadas pelo próprio fabricante.

Quando a profundidade do pneu for inferior a 1,6 mm (ainda que haja fabricantes que definem o limite aos 2 mm), os problemas começam. Com uma borracha gasta, aumenta o risco de "aquaplaning", perde-se aderência e aumenta consideravelmente o risco de acidente. E em tempo de chuva isso pode fazer a diferença entre ter ou não um acidente.

Será que os pneus são todo iguais? Não, não são. Tal como acontece quando vai comprar um electrodoméstico, os pneus novos fazem-se acompanhar de uma etiqueta europeia que mostra três dados fundamentais: resistência à rodagem, aderência sobre as superfícies molhadas e, por fim, nível de ruído. 

Resistência. Quanto mais alta é a resistência ao rolamento, maior é o consumo de combustível e maiores vão ser as emissões de CO2. Esta "medida" está especificada mediante letras que vão do A (a mais eficiente) até à G (a menos eficientes). A diferença entre um pneu de classe A e um pneu de classe G pode chegar a ser de 0,5l/100km. 

Aderência. O segundo é a aderência a superfícies molhadas. Também se especifica mediante letras que vão do A à G. E numa situação de emergência, uma "classificação" superior pode fazer toda a diferença, ora veja: numa travagem de emergência a 80 km/h, o mesmo carro vai travar 18 metros antes se estiver equipado com pneus classe A ao invés de pneus com avaliação G. 

Ruído. É o último parâmetro a determinar a escolha de um pneu, mas não significa que seja menos importante. É um critério que está relacionado com a qualidade de vida, uma vez que os pneus são responsáveis por grande parte do ruído que "sai" de um automóvel. Este critério conta com três classes, representadas por uma onda sonora (nota mais alta), duas ou três (nota mais baixa). Os pneus qualificados como menos ruidosos serão aqueles que produzem um ruído inferior a 68dB, sendo que os mais ruidosos fazem até 74dB. 

O que são aqueles números inscritos nos pneus? Além da etiqueta que referimos acima, todos os pneus vêm com informações inscritas que nos ajudam a fazer a melhor escolha possível.

O primeiro dos números define as dimensões, que devem ser ajustadas de acordo com as recomendações do fabricante do seu automóvel. No pneu encontrará a seguinte inscrição: XXX/XX R XX (215/60 R 16, no caso do pneu que usámos para ilustrar este exemplo). 

Tal como a própria ilustração indica, o primeiro número refere a largura do pneu em milímetros. Por sua vez, a segunda é a relação percentual entre a altura e a largura, e a terceira mostra o diâmetro da jante em polegadas. Já a letra "R" corresponde à estrutura com que o pneu foi construído: radial. 

Depois, surge a indicação "95W". O 95 é um número correspondente a um índice de carga (que pode ser encontrado em tabelas universais) e o W assinala um código de velocidade que corresponde à velocidade máxima que o pneu em causa permite. 

Outro dos dados que se deve ter em conta é o ano de produção do pneu. Está identificado com quatro números, sendo que os dois primeiros correspondem à semana e os dois seguintes ao ano. O mesmo é dizer que se estiver marcado 2216 no pneu, significa que foi produzido na semana 22 do ano 2016. Este dado é especialmente útil para quem pensa comprar pneus usados.

Saber ler a etiqueta e as informações dos pneus é fundamental na hora de os comprar. Mas isso não quer dizer que o seu "trabalho" acaba assim que os monta na oficina. Tal como outros elementos do seu automóvel, eles requerem uma manutenção adequada para continuarem adequados à sua viatura. Como tal, é fundamental controlar frequentemente a pressão do ar.

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