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Correio da Manhã

Sociedade
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Venda de madeira ardida rende 18 milhões de euros

Receita é para aplicar na recuperação das áreas ardidas.
Isabel Jordão 9 de Março de 2019 às 10:03
Incêndio
Bombeiros combatem incêndio - Imagem ilustrativa
Bombeiros
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Bombeiros combatem incêndio - Imagem ilustrativa
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Bombeiros combatem incêndio - Imagem ilustrativa
Bombeiros

Os 18 milhões de euros resultantes da venda de madeira ardida nas matas nacionais, nos incêndios de outubro de 2017, vão ser investidos nas próprias matas e perímetros florestais, que ocupam uma área de 15 mil hectares. O plano de investimentos até 2022 foi apresentado ontem, no Pinhal de Leiria, que vai receber 5,9 milhões de euros do total.

"Temos um plano, estamos determinados em cumpri-lo, temos dinheiro para o fazer e pela primeira vez temos todas as condições para fazer algo diferente nas matas públicas do Litoral", disse Miguel Freitas, secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, salientando que se trata de um trabalho "hercúleo", para executar em "dezenas de anos".

Estão previstos trabalhos de reflorestação e beneficiação da rede viária florestal, além da recuperação das zonas afetadas pela tempestade Leslie, que em outubro do ano passado partiu ao meio e derrubou inúmeros pinheiros de grande porte, que as chamas haviam poupado. "Os prejuízos obrigaram a reorientar os investimentos", disse Rogério Rodrigues, presidente do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Tempo quente e seco mata novas árvores
No Pinhal de Leiria, foram reflorestados mil hectares com um milhão de árvores, mas 70 a 80 % não sobreviveu, devido ao calor, ao vento e à secura do terreno arenoso. Uma mortalidade acima dos 20 a 30% tidos por normais.

PORMENORES
Concursos vazios
Dos quatro concursos para admitir 35 assistentes operacionais, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, foram contratados 5. Não houve mais candidatos.

Área ardida
Uma área de 24 mil hectares das matas nacionais foi destruída em apenas 12 horas, nos incêndios de outubro de 2017. A recuperação demora um século.

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