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Correio da Manhã

Sociedade
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Vítor Duarte: o médico conhecido pela simpatia e competência que morreu vítima da Covid-19

Casado, deixa pelo menos dois filhos e uma neta.
Lusa, Francisca Genésio e Bernardo Esteves 19 de Junho de 2020 às 21:38
Hospital Curry Cabral
Hospital Curry Cabral FOTO: Pedro Catarino
Sem doenças associadas conhecidas, Vítor Duarte, clínico geral, morreu na madrugada de quinta-feira.

A origem do foco de infeção não foi identificada, mas o estudo epidemiológico aponta para que tenha sido infetado por um colega.  


Trabalhava no serviço de Gastroenterologia do Hospital Curry Cabral, onde colaborava com a equipa responsável por fazer o exame CPRE - avalia as vias biliares, pancreáticas e vesícula biliar do paciente.

Ao que o CM apurou, o médico não integrava os quadros da instituição. Trabalhava há cerca de 30 anos na unidade hospitalar. Atualmente em regime de horário incompleto. Vítor Duarte era conhecido pela simpatia e competência. Casado, deixa pelo menos dois filhos e uma neta.

Centro Hospitalar de Lisboa Central lamenta morte de Vítor Duarte
O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) lamentou esta sexta-feira a morte do médico seu colaborador que morreu com covid-19, destacando a sua dedicação aos doentes e o seu "sentido de missão".

Numa nota enviada à agência Lusa, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central lamenta "o falecimento do médico Vítor Manuel Dinis Duarte, colaborador do CHULC, que se encontrava internado, desde maio, na Unidade de Urgência Médica (Hospital de São José) em consequência da Covid-19".

Presta também a sua homenagem, realçando a "dedicação do médico aos doentes", o seu "sentido de missão e o espírito de equipa" que "sempre demonstrou no exercício da sua profissão".

O conselho de administração do CHULC transmite ainda "as mais sentidas condolências" à família, aos amigos e colegas do médico.

A Ordem dos Enfermeiros (OE) também lamentou a sua morte, sublinhando que foi "o primeiro profissional de saúde a ser vítima desta pandemia que ameaça a saúde pública e que não dá descanso a todos os profissionais de saúde" que estão na linha da frente no combate à pandemia.

"Neste momento de pesar, não nos podemos esquecer que, apesar do desconfinamento do país, a pandemia não acabou e os profissionais de Saúde continuam sem descanso. Foi um médico, poderia ter sido um enfermeiro ou um auxiliar. Acima de tudo é uma vida que se perde ao serviço do país", afirma em comunicado a OE, endereçando as suas condolências à família, aos seus colegas e amigos e à Ordem dos Médicos.

A notícia da morte do médico foi avançada pelo jornal Público, segundo qual o clínico terá sido infetado por um colega, e "não teria fatores de risco associados".

Segundo o jornal, o médico tinha especialidade em medicina geral e familiar e colaborava com a equipa de gastroenterologia do Hospital Curry Cabral.

Dados avançados esta sexta-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa da DGS sobre a covid-19, o número de profissionais de saúde infetados com covid-19 ascende a 3.681, sendo que 3.053 já foram dados como curados.

Até ao dia desta sexta-feira, foram contabilizados 561 médicos, 1.180 enfermeiros, 1.082 assistentes operacionais, 166 assistentes técnicos, 113 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e cerca de 620 de grupos profissionais diversos infetados com a doença, revelou Marta Temido.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 454 mil mortos e infetou mais de 8,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.527 pessoas das 38.464 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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