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Correio da Manhã

Tecnologia
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Google e Apple desenvolvem plataforma para detetar contágios por coronavírus

Investigadores de cada país terão de construir uma aplicação para "smartphones" a partir dessa plataforma.
Lusa 20 de Maio de 2020 às 19:40
Google
Lojas da Apple na China
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Lojas da Apple na China
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Lojas da Apple na China
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As empresas norte-americanas Apple e Google disponibilizaram esta quarta-feira uma plataforma para "smartphone" que notifica automaticamente as pessoas que possam ter sido expostas ao novo coronavírus.

Num comunicado conjunto, as duas tecnológicas indicaram que as aplicações estarão disponíveis para as autoridades sanitárias de todo o mundo e garantiram a privacidade dos dados.

"A partir de hoje, a nossa tecnologia está disponível para as agências de saúde pública" no iOS (Apple) e Android (Google), os dois sistemas de exploração de "smartphones", lê-se no documento.

"O que construímos não é uma aplicação, mas mais um 'interface' de programação (API) que as agências de saúde poderão integrar nas suas próprias aplicações", esclarecem as duas gigantes tecnológicas.

A sua utilização está agora no campo dos investigadores de cada país, que terão de construir uma aplicação para "smartphones" a partir dessa plataforma.

Na Europa, os países estão, na sua grande maioria, a privilegiar para uma aplicação que se apoia na ferramenta fornecida pela Apple e pela Google, mas a França e o Reino Unido optaram por uma aproximação diferente.

Ambas as aplicações nestes países estão ainda na fase de teste.

Muitos governos têm tentado, na maioria sem sucesso, desenvolver as suas próprias aplicações com o mesmo fim da apresentada esta quarta-feira pela Apple e pela Google, de forma a combater a propagação do novo coronavírus.

Muitas dessas aplicações têm encontrado problemas técnicos nos telemóveis da Apple e Android, que não foram ainda politicamente aprovadas.

Ambas recorrem com frequência ao GPS para localizar as pessoas, algo que foi banido na nova ferramenta devido a questões ligadas à privacidade.

As agências de saúde públicas, desde a da Alemanha até às dos Estados norte-americanos de Alabama ou da Carolina do Sul, estavam a aguardar o modelo das duas gigantes tecnológicas, enquanto outros governos se debatem com legislação ligada à privacidade e à proteção de dados pessoais.

As duas empresas garantiram que não estão a substituir o rastreio de contactos, um pilar do controlo da infeção, o que obrigará a uma formação adequada dos que trabalham na área da saúde para que se possa contactar quem possa ter sido exposto à infeção.

No entanto, explicaram que o sistema de "notificação de exposição" automático agora desenvolvido pode aumentar o processo de deteção e atrasar a propagação da covid-19 pelos "transportadores do vírus" que interagem com estranhos e que ainda não têm os sintomas da doença.

A Apple e a Google insistiram na ideia de que a identidade dos utilizadores da aplicação está protegida por um identificador encriptado e anónimo.

"A aprovação do utilizador é a chave para o sucesso e acreditamos que esta forte proteção da privacidade são a melhor forma de encorajar o uso destas aplicações", afirmaram as duas empresas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

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