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Correio da Manhã

Tv Media

Nuno Artur Silva rejeita conflito de interesses

Secretário de Estado diz que foi “prejudicado como produtor” ao assumir cargo público.
Sónia Dias 19 de Junho de 2020 às 08:14
Nuno Artur Silva voltou ontem a ser ouvido no Parlamento sobre o negócio da Produções Fictícias
Nuno Artur Silva voltou ontem a ser ouvido no Parlamento sobre o negócio da Produções Fictícias FOTO: Lusa
"Não há caso neste caso", disse Nuno Artur Silva durante a sua audição, esta quinta-feira, na Comissão Parlamentar de Cultura e Comunicação, à qual foi chamado pelos grupos parlamentares do PSD e BE para explicar o polémico negócio da venda da sua participação na Produções Fictícias (PF) ao sobrinho, assim como o alegado conflito de interesses com o exercício de cargos públicos, primeiro como administrador da RTP e agora como secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media.

"Nunca senti que houvesse conflitos de interesses quando estava na RTP. Essa questão só foi colocada pelo Conselho Geral Independente [GCI] no momento da recondução, apesar de ter poderes para exigir a venda da minha participação na PF a qualquer momento", disse Artur Silva, acrescentando que a produtora saiu "altamente prejudicada" com a sua entrada na esfera pública, e que ele próprio foi "prejudicado como produtor". Confirmou ainda que, nos últimos cinco anos, a PF apenas produziu um programa para a RTP, o documentário ‘’O Fascínio das Histórias’, no valor de 25 mil euros, que foi emitido em 2019, antes de assumir o cargo como secretário de Estado. "E agora, o que quer que aconteça não tenho nada a ver com isso", adiantou.

Sobre a venda da produtora, Artur Silva diz que as cláusulas do contrato são "normais" e que está "tranquilo" quanto ao seu cumprimento. E concluiu: "Está fora de questão voltar a ser dono da empresa."
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