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Ai... se ela fosse milionária

Rosa Mota confessou ao CM o seu voto, melhor, os votos para ‘Os Grandes Portugueses’, da RTP 1: Aristides de Sousa Mendes, entre os mortos, e Mário Soares, no núcleo dos vivos. Mas a antiga campeã olímpica revela-nos outra curiosidade para explicar a admiração que nutre pelo diplomata: gostava de recuperar a casa de Cabanas de Viriato.
13 de Janeiro de 2007 às 00:00
Rosa Mota gostava de comprar a casa de Aristides de Sousa Mendes
Rosa Mota gostava de comprar a casa de Aristides de Sousa Mendes FOTO: Natália Ferraz
A velha ‘menina da Foz’, uma das personalidades que integram a lista dos 100 mais nomeadas, foi, um dia, a Cabanas de Viriato, localidade do distrito de Viseu, ver a casa de Aristides de Sousa Mendes. “É lamentável o estado de degradação a que chegou”, diz a antiga atleta ao nosso jornal, antes de fazer a curiosa revelação: “Foi a única vez em que tive pena de não ser milionária.” E a explicação é simples: “Recuperaria aquela casa.”
Perante este quadro, é fácil perceber o apreço que a medalha de ouro da Maratona dos Jogos Olímpicos de Seul (88) tem pelo diplomata beirão, seguramente o maior símbolo português saído da II Guerra Mundial. Rosa Mota confessa ter votado em Aristides de Sousa Mendes, mas, também, em Mário Soares.
A campeã europeia da Maratona em Atenas (82) levou muito a sério ‘Os Grandes Portugueses’, como se se tratasse, afinal de contas, de uma corrida de fundo para ganhar. “Testei a qualidade do processo, votando por ‘e-mail’ e SMS. E fi-lo várias vezes”, conta ao CM.
Marcelo Rebelo de Sousa também não esconde as opções. O professor votou, numa primeira fase, no padre António Vieira, porque é a sua personalidade preferida, mas agora divide-se entre Vasco da Gama, Luís de Camões e Fernando Pessoa. No entanto, “como considero que os Grandes Portugueses têm de ter peso na História do País e também projecção internacional, vou votar agora em Vasco da Gama”, explica ao nosso jornal.
José Hermano Saraiva, outro catedrático, já disse à Domingo que gosta muito de Figo e de Camões, mas considera o Infante D. Henrique o mais representativo dos Grandes Portugueses. “É ele quem adopta a viagem como projecto político nacional, quem decide que o papel de Portugal é descobrir o Mundo. Isso transformou esta pequena casa lusitana num grande Império universal. Nunca ninguém fez tanto por Portugal como ele. Mas também se compreende a escolha de Santo António, que sai de Coimbra e assombra a Itália com a sua eloquência e sentimento humanitário”, diz José Hermano Saraiva.
O professor, um dos ministros do antigo regime, não esconde a admiração por outro beirão, o rosto do velho regime. “Há factos sobre Salazar que ninguém contesta, porque não pode contestar: nasceu pobre, aos 20 anos era professor catedrático, livrou-nos da II Guerra Mundial, governou durante 50 anos e morreu pobre. É o único caso de uma ditadura em que não houve um morto...”
Já Fernando Rosas, historiador e deputado do BE, considera o concurso “uma fantochada”. Por isso, não se pronuncia.
'MORANGO' É UM EXEMPLO DA MODA
O facto de Hélio Pestana figurar na lista dos 100 mais nomeados encerrou muita surpresa, como, de resto, ficou bem patente nas reacções à notícia, de 7 de Dezembro, do CM, ou seja, quando se avançou com o nome do jovem actor de ‘Morangos com Açúcar’ e, já agora, de António Oliveira Salazar.
Para Marcelo Rebelo de Sousa a explicação para o facto é simples. “Nos outros países onde o formato da BBC foi exibido também foram votadas figuras das telenovelas. Aparecem na televisão, têm projecção. Por isso, são votadas. Estão na moda”, diz ao nosso jornal o professor de Direito, que colaborou com o programa que regressa hoje à noite ao ecrã para dar a conhecer os 50 menos votados da lista de 100.
'TOP 100' POR ORDEM ALFABÉTICA
Adelaide Cabete
Afonso Costa
Afonso de Albuquerque
D. Afonso Henriques
D. Afonso iii
Agostinho da Silva
Alberto João Jardim
Alfredo da Silva
Almeida Garrett
Álvaro Cunhal
Álvaro Siza Vieira
Amália Rodrigues
Padre Américo
Aníbal Cavaco Silva
Antónia Ferreira (‘Ferreirinha’)
Padre António Andrade
António Champalimaud
António Damásio
António Egas Moniz
António Gentil Martins
António Lobo Antunes
António Oliveira Salazar
António Teixeira Rebelo
António Variações
Padre António Vieira
Aristides de Sousa Mendes
Bartolomeu Dias
Belmiro de Azevedo
Brites de Almeida (Padeira de Aljubarrota)
D. Carlos i
Carlos Lopes
Carlos Paredes
Catarina Eufémia
Cristiano Ronaldo
Damião de Góis
D. Dinis
Eça de Queiroz
Edgar Cardoso
Eusébio
Fernando Nobre
Fernando Pessoa
Fernão Magalhães
Fernão Mendes Pinto
Florbela Espanca
Fontes Pereira de Melo
Francisco Sá Carneiro
Gago Coutinho
Gil Vicente
Hélio Pestana
Infante D. Henrique
Herman José
Humberto Delgado
João Ferreira Annes d'Almeida
D. João i
D. João ii
D. João iv
Joaquim Agostinho
Jorge Nuno Pinto da Costa
Jorge Sampaio
José de Almada Negreiros
José Hermano Saraiva
José Mourinho
José Saramago
José Sócrates
D. Leonor
Irmã Lúcia
Luís Camões
Luís Figo
D. Manuel i
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Manuel Sobrinho Simões
Marcello Caetano
Maria de Lurdes Pintassilgo
Maria do Carmo Seabra
Maria Helena Vieira da Silva
D. Maria ii
Maria João Pires
Mário Soares
Mariza
Miguel Torga
Natália Correia
Nun’Álvares Pereira
Otelo Saraiva de Carvalho
Paula Rego
Pedro Álvares Cabral
Pedro Hispano
Pedro Nunes
Rainha Santa Isabel
Ricardo Araújo Pereira
Rosa Mota
Ruy de Carvalho
Salgueiro Maia
Santo António
Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal)
Sophia de Melo Breyner Andresen
Sousa Martins
Vasco da Gama
Vasco Gonçalves
Vítor Baía
Zeca Afonso
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